29/12/05

Pesquisar

Este site que agora recomendo funciona como um complemento da postagem anterior.
http://pissarro.home.sapo.pt/

Sobre Pepetela

De Pepetela apenas li "A Montanha de Água Lilás". Excelente, diga - se. Tenho curiosidade em explorar mais obras da sua autoria.
O historiador angolano Carlos Pacheco decidiu escrever uma carta aberta a Pepetela. Carta essa divulgada na edição do Público de 26/12/2005. Achei muito interessante. Já que fiquei a conhecer um pouco do passado deste escritor. Não vou, como é óbvio, tomar qualquer partido. Em última instância alego ignorância perante um assunto de complexidade elevada. Carlos Pacheco parece querer acusar Pepetela de branquear o seu passado, mais precisamente o seu papel, segundo o qual, bem activo no conturbado 27 de Maio de 1977. Para uma abordagem mais profunda sobre o que está em cima da mesa remeto para o site http://www.27maio.org/.

26/12/05

"Há duas maneiras de mudar o mundo: com a pena (ideias) ou com a espada (poder)".

Jim Collins

Irrelevâncias

O dia de ontem fez com que a realidade ficasse estagnada. Notícias frescas nem vestígios. Estava ansioso para que o dia 26 chegasse para voltar tudo à normalidade.

Esclarecimento

Apesar de publicar listas dos melhores discos do ano não significa que adopte uma lógica de competição relativamente ao tema. Julgo que essas listas servem para alargar a nossa cultura musical. Existe sempre uma tendência natural de querer conhecer os trabalhos que mereceram destaque no decorrer do ano.

25/12/05

MOJO

Segundo a inglesa MOJO os melhores foram:
  1. Antony And The Johnsons
  2. Arcade Fire
  3. Kate Bush
  4. Bruce Springsteen
  5. My Morning Jacket
  6. Ry Cooder
  7. Magic Numbers
  8. Malcolm Middleton
  9. Amadou & Mariam
  10. Richard Hawley

Trax

Aqui ficam as escolhas musicais da francesa Trax:
  1. LCD Soundsystem
  2. Vitalic
  3. Tom Vek
  4. Boards of Canada
  5. Gorillaz
  6. Antony and The Johnsons
  7. Isolée
  8. Richard Davis
  9. The Kills
  10. Sébastien Schuller

22/12/05

Vida partida

No final do filme "Broken Flowers" fiquei sem palavras para exprimir uma opinião. Não consigo explicar o porquê. Já lá vão 4 dias e julgo já conseguir dizer algo.

Temos um homem (Billy Murray) já a caminhar para a idade que vive num ambiente solitário. Um ambiente salpicado esporadicamente por relações amorosas de curta duração. A avaliar pelo seu passado já é rotina. Um dia recebe uma carta proveniente de uma paixão antiga. Carta essa sem remetente e que apenas diz que dessa paixão nasceu um filho agora com 19 anos. Nada mais. Não exige nada. Ficamos com a ideia de que o pedaço de papel funciona como um descargo de consciência. Algo que tinha que ser dito. O destinatário da notícia decide por influência de um amigo ir ter com a pessoa e conhecer o filho. O resto é ver.

Fico com a sensação que o filme é para demonstrar apenas que Billy Murray é um dos artistas mais interessantes do momento. A sua postura de indiferença, a sua ironia, o seu olhar triste...chega a apaixonar quem está do outro lado da tela. Em resumo: gostei. Não ficará para a história. Peca pela falta de dinâmica. Falha por viver apenas de uma personagem. Mas diga - se que o final consegue acrescentar valor ao filme. A ver.

21/12/05

O costume


Já não deve faltar muito para começarem a fazer os balanços do ano e a perspectivar horizontes para 2006. Até lá o melhor é imitar o ser vivo que preenche a fotografia.

Recordar


O objectivo de uma banda sonora passa fundamentalmente por recriar os ambientes do filme que justifica a sua existência. Devem ser escolhidos um conjunto de temas que consigam refazer em termos sonoros as ideias bases da película em causa. Nesta perspectiva, consegui hoje ver no meu leitor de cds Man On The Moon de Milos Forman.

19/12/05

A UNICEF...

...escolheu esta fotografia como a melhor de 2005. Uma menina ucraniana com um olhar cujo o significado só ela saberá.

18/12/05

Gerir

Com a vitória de hoje sobre o Arsenal (0 - 2), o Chelsea desmonta aquela ideia de que não está a passar um grande momento de forma. Aliás, essa ideia é oriunda daqueles que não são adeptos do futebol de José Mourinho. Um futebol sóbrio que elege como prioridade a eficácia em detrimento do espectáculo. Os resultados do técnico português justificam essa filosofia de racionalidade aplicada às suas equipas. Com a vantagem em relação ao segundo classificado o Chelsea pode muito bem optar por um jogo de gestão. Pensando assim nos outros compromissos, como por exemplo, a liga dos campeões europeus onde defrontará o Barcelona. Em relação ao Arsenal, hipotecou seguramente as hipóteses de lutar pelo título.

17/12/05


Women are meant to be loved, not to be understood.

Óscar Wilde.

16/12/05

Irrelevâncias

Dentro do sonho a figura que subia a escada era bem familiar. Quando chegámos à porta... Dentro do próprio sonho decidi substituir a figura que ia à minha frente. A manipulação de um sonho deve ser algo de raro.

Ainda as escolhas

Por mais paradoxal que possa parecer nunca me recordo dos filmes que vi durante o ano. Talvez por não surgir um filme que realmente mereça aplausos. Ou então algo relacionado com uma distorção ao nível da memória. Por isso em 2005 não sei quais foram os meus filmes preferidos.

As leituras... bem, confesso que não ando muito atento ao que é remetido para as montras das livrarias. Gostei muito do livro de Mário Mesquita: "O Quarto Equívoco - O Poder dos Media na Sociedade Contemporânea". É, quanto a mim, um livro que consegue conjugar a reflexão com o ensinar. Práticas valiosas num processo de leitura. Também destaco "Liderança ao Estilo de Sven - Göran Eriksson" da dupla de autores Julian Birkinshaw e Stuart Crainer. O objectivo consiste em fazer um paralelo entre as práticas de gestão aplicadas no futebol e aquelas que são aplicadas nas empresas. Um livro enriquecedor do ponto de vista psicológico e profissional.Também destaco o livro de Georges Minois "História do ateísmo". Admito que as suas 729 páginas são capazes de dissuadir quaquer mortal que se preze. Mas no final existe uma sensação de abertura do nosso espírito ao nível religioso. E ficam mais alguns no anonimato.

Comecei o ano no pavilhão atlântico. Os REM vinham já rodados. Por essa razão conseguiram um concerto melhor do que em 1999. Não significa, porém, que a primeira prestação da banda no país tenha sido para esquecer. Longe disso. Mas em 2005 estiveram uns furos acima. E ainda bem. Passado uns meses, não muitos, estava sentado na aula magna a ouvir os Mão Morta com o vocalista a cantar algo como: "eu, não faço nada. Fico horas e horas a olhar para uma mancha na parede". Um concerto ao nível da banda. Não tive que esperar muito para ver depois os Clã no mesmo local. De aplaudir também. Depois, bem foi ver os Sigur Rós e os Mercury Rev. Em 2006 espero mais concertos.

15/12/05

Irrelevâncias

Perguntou - me o que eu desejava pelo Natal. Disse muito claramente: "um livro de António Lobo Antunes". Estou cheio de saudades da sua escrita. Apesar de jovem, confesso que conhecer este autor foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida. Poderia ter pedido um trenó para emigrar de vez. Mas não, pedi antes "um livro de António Lobo Antunes". Deveria ser sempre assim: perguntar qual a prenda que desejamos. E não surgir alguém a correr com um embrulho que esconde algo que nada nos diz. Depois, que venha de lá esse sorriso, mais amarelo do que o sol, para não defraudar a alegria da outra parte. Mas também o efeito surpresa é importante. E se uma pessoa gosta de nós sabe exactamente aquilo que nos faz sorrir de uma forma sincera. É tudo uma questão de sensibilidade.

Bom Natal

Estes desejos de Bom Natal são dirigidos aos leitores reais e, principalmente, aos leitores fictícios. Esses sim, em grande número. Obrigado. Sem vocês este blog seria vazio. Isento de motivação para o autor.

13/12/05

A ouvir


"69 love songs" (1999) dos Magnetic Fields nasceu de uma ideia: escrever 69 canções que abordassem o amor. Dividido em 3 cds, os MF criaram um trabalho que não necessita de muito tempo para ficarmos rendidos. O destaque vai para a forma inteligente como abordam o amor. Não partem de uma perspectiva tosca da questão. Existe maturidade. A sonoridade acaba por ser um complemento necessário. O mais importante neste caso é apreciar a escrita. Podemos ouvir frases como: "well I'm sorry I love you", "It's a crime to fall in love". Para quem gosta de música...

12/12/05

Difícil de acreditar

http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=268605
Laying on the bathroom floor
kitty licks my cheek once more
And I could try
But walking up is harder
When you wanna die

Water's on the telephone
Tell him I am not at home
'Cause I think that I am going
To a place where I am always high

My name's Elizabeth
My life is shit and piss

Eels in Elizabeth on the bathroom floor (electro - shock blues)

11/12/05

Afinidades

Normalidade

A China está cada vez mais preparada para assumir a posição de potência hegemónica na cena internacional. A avaliar pela notícia publicada na edição de hoje no Público percebemos que já respeita a liberdade de expressão.

China admite disparos sobre manifestantes

Na primeira declaração oficial sobre os incidentes na povoação piscatória de Dongzhou, perto de Hong Kong, as autoridades chinesas admitiram ontem que a polícia disparou sobre os manifestantes, mas justificou o facto alegando que mais de 170 habitantes "incitados por uns quantos instigadores" tinham atacado a polícia.A agência noticiosa chinesa Xinhua diz que os manifestante usaram facas e paus, dinamite e explosivos caseiros contra a polícia.O incidente ocorreu na terça-feira, e os residentes de Dongzhou falam em cerca de 20 mortos. A localidade continuava ontem cercada pelas forças de segurança chinesas, que impediam entradas e saídas do local e patrulhavam a povoação, onde reinava ainda a tensão, queixaram-se por telefone às agências alguns residentes. Além disso, os habitantes relataram que autoridades estão a oferecer dinheiro em troca dos corpos dos mortos às famílias que ainda os têm. Enquanto isso, a polícia tem recusado as reclamações das famílias de vítimas cujos cadáveres estão em posse das autoridades. Há ainda muitas pessoas desaparecidas, relataram. A polícia antimotim disparou contra os manifestantes na terça-feira, num protesto pela expropriação de terras no local para a construção de uma central eléctrica. As expropriações e a expansão de zonas urbanas têm sido causas para protestos na China que se estão a tornar mais frequentes. Esta terá sido a primeira vez que as forças de segurança chinesas dispararam sobre manifestantes desde o massacre de Tiananmen, em 1989.

Origem: Público 11/12/2005

Encontramo - nos dia 14/12 na dois (22h30)

10/12/05

Está quase... (08/02/2006)

Humm, mais dois meses e estarei a concretizar um dos meus maiores desejos musicais: ver Depeche Mode ao vivo. A digressão mundial já arrancou nos EUA. Chega à Europa em Janeiro. A avaliar pelos alinhamentos utilizados nos EUA existe uma estrutura base que sofre apenas algumas alterações pontuais. Talvez quando chegarem ao continente europeu façam mudanças mais profundas. Aqui fica um alinhamento tipo para as cabecinhas mais curiosas.

Intro
A Pain That I’m Used To
Jonh The Revelator
A Question Of Time
Policy Of Truth

Precious
Walking In My Shoes
Suffer Well
Damaged People
Home
I Want It All
The Sinner In Me
I Feel You
Behind The Whell
World In My Eyes
Personal Jesus
Enjoy The Silence

http://www.depechemode.com/

Escolhas musicais

Escolher aqueles que foram para mim os melhores álbuns do ano deveria subentender que ouvi tudo aquilo que foi produzido durante o ano musical. Isso é tarefa quase impossivel. Ouvi talvez 0,5% daquilo que saiu para o mercado. É com base nesses 0,5% que escolhi os álbuns que eu mais gostei de ouvir. Ou seja, o termo melhor aqui é sinónimo de gostar. Um sentimento, apenas. Nada mais. Tal como o nome do blog indica: subjectivo.

  1. ILLINOISE - Sufjan Stevens
  2. ULISSES - Cristina Branco
  3. CHAVEZ RAVINE - Ry Cooder
  4. DEVILS & DUST - Bruce Springsteen
  5. BLINKING LIGHTS - Eels
  6. CRU - Seu Jorge
  7. X & Y - Coldplay
  8. SEGUNDO - Maria Rita
  9. PLAYING THE ANGEL - Depeche Mode
  10. SECRET MIGRATION - Mercury Rev

Ainda o jogo de 4º feira

A Liga dos Campeões Europeus é provavelmente a prova desportiva mais cativante e importante do momento. Creio que até consegue superar o Mundial de selecções. O seu maior valor reside numa competividade cujo o desfecho é sempre incerto. Torna - se difícil apontar um vencedor antecipado, é mais seguro "jogar" com 4 ou 5 nomes. Na primeira fase, constituída por seis jogos, podemos ficar com uma ideia das equipas mais preparadas para abordar a tão ambicionada final. Nesta edição de 2005/06 a primeira fase já está completa. Dia 16 do presente mês saberemos os jogos que serão realizados em Fevereiro. Jogos de 2 mãos. A eliminar, portanto.

Nos seis jogos disputados o Benfica apenas conseguiu algo de positivo no último. Muito pouco. Fraco, diria. Com excepção do jogo de 4º feira com o Manchester United, a equipa de Koeman jogou a medo. É sabido que um sentimento de medo reduz a facilidade de acção. Fez questão de sobreavaliar os seus adversários. Esquecendo os índices de competividade que marcam esta prova. Manda o bom senso jogar de igual para igual. A equipa da luz decidiu ser diferente. No final foi bafejada pela sorte. Por outras palvras, defrontou um MU moribundo, em fase de decadência. O único sector do Benfica que merece nota positiva nesse confronto é a defesa. O resto foi correr e fazer figas. É claro que os comentadores decidiram fazer desse jogo algo de memorável. Enfim, patetices.

Quem viu o MU na 4º feira e a avaliar pelos 10 pontos (- 1 jogo) que tem de desvantagem em relação ao 1º classificado (Chelsea), entende a sua forma actual. Entende também o porquê da Vodafone abandonar o clube inglês dois anos antes do término do contrato. Já para não mencionar o ultimato da Nike que fez saber que caso não surjam resultados desiste de fornecer os equipamentos. Nenhuma marca quer estar associada a uma equipa que não ganha. Julgo que o MU necessita de uma restruturação da base até ao topo.



08/12/05

Irrelevâncias

Estava sentado no meu sofá a rever "Crueldade Intolerável" dos irmãos Coen. Não sei se o título está correcto. Filme para dispôr bem. Longe daquilo que estes realizadores conseguem fazer de melhor ("Sangue por sangue" "Fargo"). Adiante. Nos intervalos reparei na publicidade deplorável que invadia a minha TV. Ora tinhamos um sapo cantor, ora um crédito pelo telefone. Compreendo o porquê de ser cada vez mais alérgico a esse aparelho que outrora revolucionou o mundo.

Curiosidades

Os galgos são corredores exímios devido à sua capacidade de percorrer curvas apertadas sem necessidade de reduzir a velocidade. Ao contrário dos humanos, que têm de abrandar quando aumenta a força da gravidade e a centrífuga, os galgos podem fazer curvas apertadas sem alterar a velocidade a que correm, facto que foi estudado por investigadores da Faculdade Real de Veterinária do Reino Unido, e cujos resultados são hoje divulgados na revista Nature. "Os galgos podem enfrentar forças elevadas quando circulam em curvas onde os humanos têm de abrandar muito", explicou James Usherwood, um dos responsáveis da investigação, citado pela agência Reuters. O estudo envolveu 40 galgos, animais capazes de atingir uma velocidade de 60 quilómetros por hora, tal como os cavalos e as lebres.

Origem: Público 09/12/2005

Curiosidades

Os jornalistas do Público decidiram, e bem, recuperar uma frase da edição da revista semanal Sábado. Para ponderar, certamente.

"Na Alemanha vai acabar o 13º mês e em Inglaterra a reforma será aos 69 anos. Na Autoeuropa, querem-se aumentos acima dos 2,5% e horas extras a 500%."

Editorial da Sábado, 07-12-05

07/12/05

Praticamente até ao fim acreditei neles, agarrando - me mesmo às promessas mais irrealistas. É disso que é feita a vida de um refém: damos sempre a nós próprios mais uma razão para ter esperança.

Brice Fleutiaux (1969 - 2001)

Irrelevâncias

Não me lembrei. Quer dizer por acaso estou a cometer uma inverdade. Mas até foi curioso ver o desenrolar da situação. Chegar e dar uma montanha de moedas. E ver o movimento de contagem. Como uma desistência disse que devia estar certo. Devia estar certo...

06/12/05

04/12/05

Interferências

Existe em Espanha a ideia de que um indivíduo com uma coluna de opinião no El Pais, conotado com o centro - esquerda (PSOE), tem mais poder do que um político no activo. Julgo que é curioso verificar até que ponto essa ideia pode ser aplicada ao nosso país. Actualmente quem andar atento aos artigos de opinião verificará que os seus autores não escondem as suas preferências em relação ao futuro hóspede de belém. Antes pelo contrário. Ainda hoje Mário Mesquita (Público) faz uma crítica violenta a Cavaco Silva a propósito da entrevista que concedeu na 6º feira ao canal 1. Até que ponto essa campanha oculta realizada nos jornais pode adulterar os resultados de uma eleição que postula liberdade de escolha?

A pesquisar

http://webjornal.blogspot.com/

Nascimento

http://www.eurofound.eu.int/areas/industrialrelations/dictionary/index.htm

03/12/05

Trocar as voltas











Apesar dos avisos de uma mudança em termos de sonoridade, fiquei muito surpreendido com o sucessor do "Ok Computer" (1997). Não estava à espera que os Radiohead optassem por uma alteração tão profunda na sua estrutura sonora. As primeiras audições suscitaram dúvidas. O que dizer? Foi um processo até chegar à conclusão que Kid A (2000) é um grande álbum. Hoje, depois de toda a discussão em seu redor, vejo este trabalho como um exemplo de clara criatividade de uma banda rock que de repente partiu para as electrónicas. Uma ousadia que resultou em pleno.

02/12/05

Único























Uma notícia engraçada. Uma gata dos EUA viajou até França dentro de um contentor de carga. Foi descoberta ao acaso e graças à coleira que trazia foi possível descobrir a sua casa. A dona pagou um bilhete de 1º classe para que o regresso fosse o mais confortável deste mundo.

Até quando?

Aprendiz - Parte II

Os jogos de pré - época servem para testar empíricamente determinadas tácticas, conhecer os jogadores, impôr métodos de trabalhos... enfim, aquecer motores para a nova época. Koeman não pensa bem assim. Quando veio para o Benfica confundiu jogos de pré - época com jogos oficiais. A prova disso foi andar a experimentar tácticas que deveriam ter ficado definidas logo na fase inicial. Com as experiências perdeu pontos desnecessariamente. Não quero tirar, como é óbvio, o mérito aos adversários. Mas há que salientar que o Benfica jogava sem fio de jogo.
Outro erro, colossal diria, foi ter transmitido a imagem que o Benfica depende de um só jogador, leia - se Simão. Mais uma vez Koeman erra a não entender que uma equipa funciona como um todo. E não pode depender de um nicho de jogadores. Uma situação que faz lembrar aquelas épocas em que a palavra Benfica era sinónimo de João Vieira Pinto. Quantos troféus ganhou o clube da luz nessas épocas?
Outro ponto bastante irritante é apontar o dedo à arbitragem quando os jogos não são materializados em vitórias. É fazer o papel de vítima. Apanágio nos treinadores locais, mas intolorável num técnivo estrangeiro.
O bom treinador é aquele que com poucos recursos consegue ganhar. Mourinho não levou o União de Leiria ao 3º lugar do campeonato? Será que este plantel do Benfica não rende mais? Não quero cometer o erro tradicional de deitar as culpas ao treinador. Mas existem erros demasiado claros para permitir que este holandês permaneça à frente dos destinos do clube encarnado.

Nascimento

http://news.google.pt/

A ver

http://www.elmundo.es/elmundosalud/2005/12/02/medicina/1133530700.html

Irrelevâncias

Poderíamos ter combinado... no mesmo sítio, à mesma hora, só não sabiamos quando. Mas foi hoje, assim como uma coincidência que afinal não foi, pois, estava marcado. Mas o efeito surpresa não se perdeu. É pena ter ficado como anteriormente. Mas tornámos a combinar no mesmo sitio, à mesma hora. Quando? É o que menos importa.

01/12/05

Inocência

Nada contra à pessoa de Jerónimo de Sousa. Confesso que até sinto alguma admiração pelo senhor. A falta de oportunidade para estudar não foi uma barreira para chegar a líder de um partido político com uma história bastante rica. Mas por vezes revela alguma ingenuidade no seu discurso. Nos dias mais recentes fez questão de críticar alguma comunicação social pelo facto de promover a candidatura de Cavaco Silva. Existe aqui um erro grave. Jerónimo já deveria saber que não existem almoços grátis. Nesta linha de raciocínio, a factura dessa suposta "promoção" será apresentada caso o candidato em causa vença as eleições. A questão passa por apoiar os candidatos com maior probabilidade de vencer. Só esses é que podem satisfazer uma determinada clientela.

Irrelevâncias

O Natal serve para... Confesso que é uma quadra insuportável para mim. As pessoas agem como se fosse o fim do mundo. A preocupação primordial assenta em dar sinais de vida a pessoas que estão ausentes da sua memória durante todo o ano. O que interessa é levantar o dedo e dizer presente. Uma vez por ano apenas. Nos meses que se seguem o silêncio é de ouro. Não há tempo/interesse. É assim que funcionamos, creio.
A verdade não muda de acordo com a nossa capacidade de a engolir.

Flannery O' Connor

28/11/05

www.wateraid.org.uk

Sem desperdiçar

26/11/05

Frieza










Com a vitória de hoje são 11 os pontos que separam o Chelsea do segundo classificado, agora o Arsenal. Apesar das críticas de não praticar um futebol bonito, como se este desporto fosse uma passagem de modelos, a equipa britânica continua a fazer o mais importante: ganhar. É isso que interessa para a história: os números e não a beleza do futebol praticado. E Mourinho sabe isso.

Era uma vez Chávez Ravine










Até agora só conhecia Ry Cooder pelo nome. Foi com Chávez Ravine (2005) que materializei a descoberta do músico. A ignorância do restante património do artista não permite comparações. Apenas posso falar de Chávez Ravine isoladamente. E devo dizer que o índice de satisfação é muito elevado. A pequena comunidade de Chávez Ravine constituida por emigrantes provenientes da América do Sul que foram expropriados em nome de interesses imobiliários, funciona como pano de fundo. O álbum gira todo em volta deste tema. Temos assim 70 minutos de música tradicional com sonoridades sul - americanas e em duas linguas, inglês e espanhol. A história de uma comunidade desaparecida com momentos musicais simplesmente indescritíveis.

Aprendiz - Parte I

Adquirir um treinador estrangeiro pode ter como base dois critérios: vontade explícita em trazer alguém com outra cultura futebolística, introduzindo assim métodos diferentes que permitam resultados práticos no plano interno e externo; dificuldade em não encontrar um nome no mercado nacional, por ausência de alguém com o perfil desejado ou por indisponibilidade do foro contratual. Poderia fazer referência a interesses ocultos, como por exemplo, fazer a vontade a um empresário amigo que por coincidência tem um treinador que serve. Mas isso é algo sempre escamoteado.
Penso que o Benfica agiu na linha da primeira base. Dando continuidade a uma política iniciada com Trappatoni, com bons frutos, diga - se. O treinador italiano conseguiu conquistar um campeonato e levar o Benfica à final da Taça de Portugal. Muitos deverão ter feito uma analogia com Eriksson que nas duas vezes que trabalhou no clube da luz conseguiu a glória. Mas tanto um como o outro são treinadores profissionais. Nesta perspectiva é difícil compreender como foi possível contratar Ronald Koeman. O semi - sucesso que teve no Ajax não justificava nem de longe a sua contratação. Porquê? O holandês ainda é um aprendiz do futebol. A metamorfose para treinador ainda se encontra numa fase embrionária.

24/11/05

Irrelevâncias

A descoberta para a cura da malária foi alcançada. Vi recentemente um documentário/filme que denunciava as práticas menos consensuais das farmacêuticas em solo africano. Por vezes é necessário sacrificar algumas dezenas de vidas para conseguir a cura de milhares de outras. É a lei da sobrevivência. Um processo de carácter irreversível.

Como uma pessoa

23/11/05

Dúvidas desfeitas














Com o concerto de ontem no CCB, os Mercury Rev provaram que são uma banda de primeira linha. O facto de não terem sido apadrinhados pela MTV no início da carreira, nem de fazerem parte das habituais playlist promovidas insistentemente pelas rádios, coloca esta banda norte - americana com o estatuto de independente. Algo de discutível evidentemente. Na performance de ontem destaque para o facto dos temas não perderem qualquer das suas propriedades quando transitam do estúdio para o palco. Embora tenham arrancado com Empire State de See You On The Other Side (1995), a maior fatia do alinhamento coube aos três álbuns mais recentes. O facto de já andarem em digressão há largos meses incutiu uma dinâmica que enriqueceu ainda mais o concerto. À saída do CCB a palavra memorável definiu o sentimento geral.

21/11/05

Em espiral






A figura de Vanderlei Luxemburgo com o rótulo de acusado serve hoje de manchete ao jornal deportivo espanhol A Marca. É a velha história, num momento menos bom de uma equipa de futebol aponta - se o dedo ao treinador. Deixando os jogadores isentos de qualquer responsabilidade. Não é difícil perceber a orientação deste jornal. A Marca está para o Real Madrid tal como o nosso Record está para o Benfica. A questão é que o problema do Real Madrid não se esgota no treinador. Mas sim nos designados "galácticos" que já entraram há muito numa fase de decadência. O que justifica a sua continuidade no clube é apenas e só a sua performance comercial, leia - se venda de camisolas. Treinar hoje esta equipa é entrar num terreno pantanoso minado de interesses extra - desportivos. A imagem de Raúl lesionado é enganadora, pois, essa lesão abrange todo o clube e não apenas o jogador em causa.

Sem chama















A música dos Sigur Rós tem algo que a diferencia da restante. Talvez a voz, as sonoridades... Porém, o concerto de ontem no coliseu provou que essa diferença também pode saturar um pouco. Se nos álbuns existe por vezes uma certa repetição, ao vivo somos presenciados por uma pujança sonora que disfarça de certa forma esse handicap. Julgo que o espectáculo de ontem apenas deve ter agradado aos estreantes. Aos repetentes, aqueles que já tinham estado no coliseu de Lisboa em 2003 para assistir à promoção do designado ( ), não cativou. Foi morno. Uma chama aqui outra acolá. O resto foi a repetição da matéria dada.

19/11/05

Depois de compreender deixamos de julgar.

Anónimo

Irrelevâncias

Hoje ao ver a apresentação do novo "livro" de António Lobo Antunes percebi mais uma vez a minha admiração por este escritor. A sua simplicidade rarea num meio que tende para a superioridade. A sua postura sincera e directa esconde certamente a forma brilhante como escreve. É alérgico ao holofotes e às perguntas dos media. O seu mundo é outro.

Idílica













Disse mais do que uma vez que o termo fadista não encaixa totalmente no seu estilo musical. Com "Ulisses" provou a sua convicção. Cristina Branco regressa a 2005 com um trabalho que apesar de manter fortes afinidades com o fado consegue ultrapassar a sua fronteira. Criando assim um álbum com sonoridades que encerram em si a ideia de universal. Não fugindo, porém, às suas raízes. É esta talvez a mais - valia de "Ulisses". Conseguir ir mais além, não perdendo a sua identidade. Numa das faixas Cristina Branco canta "Eu sei, eu sou assim...". O termo pérola poderia completar a frase.

Recomeçar


Este sábado marcou o regresso dos principais campeonatos europeus. Em Inglaterra, o Chelsea provou, como seria de esperar, que a derrota na última jornada foi apenas pontual. Não fazendo estragos no estado psicológico dos jogadores.

18/11/05

Cartas

Por vezes surgem notícias maravilhosas. Não aquecem o organismo. Servem acima de tudo para contornar o núcleo de certas animosidades cuja resolução vamos adiando. Quer por vontade própria, quer por forças exteriores incontroláveis. O lançamento de um livro que reúne cartas escritas por António Lobo Antunes à sua mulher durante a guerra colonial é objecto de interesse total.
- Ouviste o que disse o aquecedor?
- Como?
- Repara na luz. Repara como muda de intensidade... Está a dizer qualquer coisa!
- Mas isso é um aquecedor, não fala!
- Shut!... Não ouves o murmúrio?... Está a dizer qualquer coisa!
- Mas isso é o barulho da electricidade a passar...
- Shut!... Escuta!...
- Deixa - te de tretas. Vamos embora!
- Não posso
- Não podes?!?...
-Tenho de ficar ao pé da luz. Está a querer dizer - me qualquer coisa! É importante!...
- Importante?!? Ainda acabas na casa amarela a apanhar choques eléctricos...
- Pois, eu acho que que há aqui uma entidade qualquer, um ser de outra dimensão, uma energia cósmica, a tentar estabelecer contacto comigo... Repara no cintilar, nas pequeninas explosões de luz.. Isto não é electricidade!
- Não! Isso não é electricidade... São miolos a fritar!
- O quê?
- Disse que tens os miolos a fritar. Deve ser do calor...
- Por acaso estou cheio de frio!... Não queres ligar o aquecedor?
- Mas tens o aquecedor no máximo! Nem sei como não te queimas, aí tão perto...
- Shut!... Escuta!...
- Bom, vou - me embora! Depois conta - me o que te disse o ET...

Mão Morta in gumes (Nus - 2004)

Irrelevâncias

Alguém de seu nome Francisco Louçã esperava ansiosamente pelo derramamento de sangue nacional algures num país distante. É agora. A oportunidade de sublinhar que estava contra as orientações militares portuguesas. Ele e o seu rebanho têm um momento único de brilhar. Uma morte que poderá significar votos para a candidatura presidencial do partido em causa.

A preocupação, creio, não passa pelos 0,3%. Esta situação poderia ser solucionável. Mas não. Portugal tem um conjunto de cartas onde os trunfos já há muito foram deitados para cima da mesa. Se Portugal fosse uma empresa já teria sido alvo de uma OPA.

Julgo que as greves num país funcionam como um barómetro de popularidade para um governo. Por outras palavras, os resultados práticos são inexistentes. Ainda por cima num governo de maioria absoluta. No fundo os trabalhadores fazem um regresso ao passado quando as escolas organizavam passeios para quebrar a rotina. A diferença é que agora aparecem na televisão.





Século XXI?

Para quem tem saudades dos tempos em que as ideias contrárias ao pensamento dominante eram alvo de represálias então acedam a esta notícia. A mim soa a anedota.

http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/internacional/201027.html

17/11/05

Porque viver é responder às excitações exteriores de uma maneira apropriada e esta correspondência harmónica só pode estabelecer - se com a ajuda do tempo e do hábito. É um produto de tentativas, repetidas por vezes ao longo de gerações, cujos resultados se tornam em parte hereditários, e que não podem ser recomeçados a partir do zero todas as vezes que é preciso agir. Pelo contrário, se no momento de agir tudo estiver por começar, é impossível que a acção seja o que deveria ser. Esta estabilidade não nos é necessária para as nossas relações com o meio físico, mas também para as nossas relações com o meio social. Numa sociedade cuja organização seja definida, o indivíduo só pode manter - se na condição de ter uma constituição mental e moral igualmente definida.

Émile Durkheim

Na teoria

Sempre ouvi dizer que o jornalismo deve ser praticado visando a isenção. Difícil, naturalmente. Pois, a subjectividade e a objectividade caminham muitas vezes de mão dada. Mas é possível minimizar o cruzamento constante destes dois polos. Como tal, tenho dificuldades em compreender como é que um jornalista em pleno horário nobre é capaz de dizer, a propósito de Cavaco Silva, "é difícil votar em alguém sempre calado". É assumir descaradamente uma côr política. Aproveitando para isso o meio poderoso que constitui o factor televisão. Isenção? Só no papel obviamente.

Reflexos

O que sucedeu ontem no jogo entre a Turquia e a Suiça demonstra em parte o temperamento de um povo. Não querendo criar estereótipos, evidentemente. Mas dá que pensar a violência aplicada por uma simples derrota. Revela fanatismo. Um comportamento perigoso que deve ser intolerado sem a miníma excepção.

Tudo pormenorizado

No outro dia reparei no placar do Bloco de Esquerda. A caneca do Louça é tudo menos discreta. Mas o que me chamou a atenção foi para o facto de não fazer referência ao site da sua presidência. Algo que está bem presente nos placares dos restantes candidatos. Bem pensado: as minorias não têm acesso à internet. Aliás, a internet é um intrumento da globalização. Muito bem. O cliente em primeiro lugar.

Ser Deus

Há quem defenda que um pontificado nunca deve exceder o limite temporal de 20/25 anos. Existe o risco da pessoa que interpreta o papel de Papa perder a noção da realidade e encarnar assim a figura de Deus. Este argumento poderia ser extensível às personalidades que participam activamente na vida política. Se por acaso não conseguirmos aceder ao site de Mário Soares estou convencido que basta ir ao google e procurar a palavra Deus.

Um só culpado

Existe uma tendência algo irritante de apontar o governo como único responsável pelo crescimento medíocre da economia portuguesa em 2005. Julgo que é uma forma eficiente de lavar as mãos do assunto. Podemos então concluir que aqueles que preferem ficar em casa a receber do desemprego em vez de trabalharem são isentos de culpa nos 0,3% de crescimento. Só a título de exemplo, existe muito mais. Um país funciona como um todo. Quando o pensamento é no sentido que apenas uma parte deve cumprir com as suas obrigações nada pode ser feito para alterar seja aquilo que for.
http://www.sky.com/skynews/picture_gallery/picture_gallery/0,,70141-1203032-1,00.html
http://www.cnn.com/2005/TECH/science/11/16/zoo.panda.ap/index.html

16/11/05

Irrelevâncias

Foi uma até já com um sabor definitivo. Penso em continuar por algum tempo. Sem preocupações com as audiências. Apesar do inesperado percalço de perder o meu 1º blog. Enfim...
Experiência não é o que acontece connosco, mas, sim, o que fazemos com o que nos acontece.

Aldous Huxley

Esclarecimento

Não sei como mas o meu anterior blog (Subjectividades) morreu. Paciência. Não deixa saudades.