29/12/12

Fonte: Time

28/12/12

Bom Ano

Ora que 2013 seja um ano de construção de projectos. Muito obrigado a todos os que passaram por aqui.

26/12/12

Construir, influenciar...

E deixo aqui algumas das temáticas abordadas no segundo número desta revista anual da Fundação Francisco Manuel dos Santos. De realçar também o conjunto de fotografias de Praga '57.
  • Democracia - Democracia vai resistir à crise
  • Crise - Crise, cólera e liberdade
  • Portugal - Como recuperar a liberdade perdida
  • Economia - Depois da década perdida
  • Crescimento - Crescimento, a liberdade e as suas instituições
  • Moeda Única I - O custo de uma utopia
  • Moeda Única II - A Europa do futuro
  • Cidades - A liberdade é urbana
  • Ruralidade - Em busca da segunda ruralidade
  • Alemanha - A reinvenção da alemanha
  • Emigrantes - Novas vagas e outros destinos
  • Soberania - Os usos e abusos da noção da soberania

Em escuta

24/12/12

Fonte: time

Cinema em 2012

O ano que está prestes a deixar-nos marcou-me pela qualidade dos filmes apresentados. Muitos deles tocaram-me em várias vertentes. E é isso que esta lista ilustra. Não uma pretensão de eleger os "melhores", mas sim uma reflexão do que mais me marcou em termos de sala de cinema. E este ano foi mais rico, já que a cadeira do lado estava preenchida. Não poderia desejar mais.
  1. Shame, Steve McQueen
  2. César Deve Morrer, Paulo e Vittorio Taviani
  3. Tabu, Miguel Gomes
  4. The Master, Paul Thomas Anderson
  5. Amour, Michael Haneke
  6. O Artista, Michael Hazanavicius
  7. We Need to Talk About Kevin, Lynne Ramsay
  8. Take Shelter, Jeff Nichols
  9. Martha Marcy May Marlene, Sean Durkin
  10. Savages, Oliver Stone

Para descobrir

Guião de leituras para 2013

  • História da América Latina, Edwin Williamson
  • Os Cadernos de Pickwick, Charles Dickens
  • Mel, Ian McEwan
  • A Divina Comédia, Dante Alighieri

23/12/12

Hitchcock no El Corte

Está em exibição nos cinemas UCI uma versão digital de Vertigo (1958) de Alfred Hitchcock. Numa altura que se "discute" qual o melhor filme da história do cinema, vale bem a pena uma visita a esta obra e depois comparar com Citizen Kane (1941) de Orson Wells. 

Personagens do ano

Existe um elemento em comum entre Freddie (Joaquin Phoenix) e Brandon (Michael Fassbender) que é o domínio das suas personalidades pelas pulsões dos instintos. Falamos de personagens que interpretam situções de desequílibrio emocional que criam uma distorção entre o mundo que criam para si e o real. O fosso criado entre os dois mundos torna-as solitárias e por vezes desagradáveis aos olhos dos outros. Veja-se o caso de Freddie. A sua inadaptação à vida pós-guerra fá-lo agir de forma desorganizada onde a violência física é a maneira encontrada para resolver todos os problemas. E o seu esforço para estar de acordo com a expectativa dos outros sai gorada já que os seus fantasmas são mais fortes. Já Brandom passa um papel de "cumpridor" dessas expectativas. Mas o traço de melancolia desmacara a sua adição do foro sexual que o torna não só solitário como subserviente de um impulso sexual que o controla no dia a dia.

Life of PI - Ang Lee

Soa sempre a distorção de opinião quando escrevemos sobre um filme baseado num livro que desconhecemos. Em todo o caso, tal lacuna não pode ser sinónimo de uma não legitimidade para exprimir uma ideia do que se assistiu visualmente. E Life of PI é uma obra demasiado curta em termos narrativos, com um conceito de imagem algo desenquadrado. Já que a suposta lição de vida que parece querer promover perde claramente para o conceito tecnológico que deslumbra mas não convence. E não convence porque não apaga a pobreza a que assistimos numa acção que se centra demasiado tempo no mesmo cenário e que cai num ciclo vicioso de repetição. Fica a pergunta: quão distante estará o filme da obra escrita? 1/5

20/12/12

O mundo não acaba amanhã

A suspeita do mundo acabar amanhã foi dissipada a partir do momento que saiu a sempre fiável edição do Borda D'Água para o próximo ano. Não existe prova mais sólida do que esta. Por isso, amanhã será um dia como os outros.

19/12/12

15/12/12

Bom Natal

10/12/12

A vida é irónica sem dúvida. Na imagem temos uma espécie de abutres designada de "Abutres de Cabeça Vermelha". A sua esperança média de vida ronda os 118 anos. Por outras palavras, caso queiramos comprar um para funcionar como animal de estimação saberemos de antemão que partiremos primeiro. A ironia da vida quando sabemos que o nosso companheiro de estimação vai estar com toda a certeza presente no nosso enterro.

05/12/12

Não, não se trata de uma regressão aos tempos da adolescência. Trata-se antes de destacar a promoção da beleza feminina na sua forma natural. Sem artifícios que criam a ilusão da imagem perfeita. A fotografia ainda pode passar seriedade ao retratar fielmente o seu objecto.

02/12/12

Com estreia marcada para o dia 20/12, o novo filme de Ang Lee ("Tigre e o Dragão" ou "Brokeback Mountain") está a criar uma enorme expectativa já que tem sido muito bem recebido nos países onde tem estreado. Sendo assim, será a derradeira estreia que interessa estarmos atentos este ano.

Em leitura

Qual "polémica"? A tradicional lógica de criação de pseudo-notícias que criam ruído por parte dos media serve para alimentar manchetes que escapam à realidade concreta. A tal "polémica" nada mais foi do que descontextualizar uma frase e apresentá-la como uma tirada irresponsável a roçar a ofensa. Mas na realidade social, sem a influência dos telejornais, apenas existiu um sensibilizar para um futuro menos abundante e que obrigará a uma adaptação dos padrões de consumo.

26/11/12

25/11/12

Em leitura

24/11/12

O problema de Romney

Fonte: Times

O Substituto - Tony Kaye

A história de um professor que procura no altruísmo uma forma de suportar uma realidade profissional em que a forte mobilidade e o conhecimento de uma pluralidade de vidas são o ponto mais marcante. É um filme sombrio, cinzento, descrente. A escola é o palco desse negativismo. Tony Kaye inclina a sua câmera para a franja mais desvaforecida, aquela que não se encaixa nos padrões sociais e que por isso vive sem disfrutar das experiências mais positivas da vida. O nosso professor, na pele de Adrien Brody, excelente papel diga-se, parece querer assumir o papel de farol nessas vidas. Ora através de um discurso construtivo, ora agindo mesmo na prática. O Substituto  lida com a impotência do ser humano face a determinadas leis que engolem toda a esperança depositadas numa vida que ser quer feliz. 3/5

23/11/12

Coisas da natureza...

Fonte: guardian.co.uk

17/11/12

Com a crise cada vez mais impregne nos bolsos do consumidor, será interessante perceber se vamos ter um momento de pausa e ter a tradicional corrida à prendas da época natalícia. Convenhamos que a realidade veiculada pela nossa comunicação social não encontra sustentação nos centros comercias, onde se almoça como se a crise não existisse, nos concertos sempre a abarrotar e por aí adiante. Creio que será interessante no final fazer um balanço.  

1984?

Esta fotografia retirada do site da Time leva-nos claramente para as narrativas utópicas de Orson Wells e de Eric e Christiane Von Khnelt Leddihn. Narrativas que perspectivam um futuro onde a liberdade do indivíduo é limitada por um governo cada vez mais controlador. A imagem aborda o tema da repressão da liberdade mas adaptada aos nossos tempos. A figura do tirano foi substituída pelos poder das câmaras. Digamos que se trata de modernizar o controlo das massas. A essência mantém-se, o método esse é diferente.  
A lógica comercial dos media parece ter uma propriedade de contágio atingindo até a imprensa dita de referência. A manchete do Expresso assim o comprova. O título principal apenas serve para alimentar a pseudo-polémica da manifestação do dia 14 deste mês onde a polícia reagiu através do único meio que tinha à sua diposição num espaço de violência criada por facções mais radicais de manifestantes. A polícia aqui é tratada como um braço do governo para calar as vozes discordantes da sua política. É falso. Falamos de uma franja de manifestantes que fazem da violência uma acção gratuíta sem nenhum móbil ideológico. Lamentável termos uma semanário com um histórico considerável optar pela notícia fácil, pelo superficial que apena serve para encher imagens. E mais uma vez cito Orson Welles: a importância de uma notícia depende do tamanho das letras.    

14/11/12

O que o fere são as oportunidades perdidas, o tempo que passou, o amor que não viveu... as lutas a que fugiu, o ser que não foi. E, para cúmulo, as condições de poder ser que não adquiriu - imóvel, passivo, atado, inibido, inexperiente... o que vai fazer?

António C. Matos in A Depressão

12/11/12

20/12

11/11/12

César Deve Morrer - Paulo e Vittorio Taviani

Apetece perguntar como se atribui o prémio máximo do Festival de Berlim deste ano a uma obra que desperta tanta nostalogia já que revisita a raíz do cinema, leia-se teatro. Pois, para compreender é necessário fazer uma visita para responder à questão. A génese do projecto é muito simples. Filmar os preparativos para uma peça de teatro numa prisão de alta segurança em Itália onde os atores são os próprios presidiários. A peça é de Shakespeare e evoca os tempos de Roma como cidade de poder e temida pelas suas congéneres. A mais-valia, e elemento surpresa, do filme reside na forma como os irmãos Taviani conseguiram espalhar pela prisão a cultura da peça, mais precisamente o efeito viral em homens que conhecem a realidade da violência e projectam em César, Bruto, Cássio os princípios básicos das suas  próprias vidas. Sem esta característica estaríamos perante um quase documentário do género "como encenar uma peça numa prisão". Mas nada disso. É carregado no espaço prisional o fantasma de uma Roma outrora poderosa e cuja a justiça era feita nas ruas. No final temos esta pérola de um dos "atores": depois de conhecer a arte sinto que esta cela é uma prisão. 4/5

Amour - Michael Haneke

Michael Haneke retrata aqui a sua geração no preâmbulo da morte. A forma como o faz é minimalista e cruel como que a dizer ao espectador que é assim, a hora em que nos sentimos derrotados pela vida chegará. Parece soar a pessimismo mas serve de base à reflexão de "nós perante a vida não somos nada". A componente religiosa não surge aprofundando assim ainda mais a agonia de Anne que depois de dois AVCs é reduzida a um fardo até pelo seu amor de uma vida. Perante este cenário importa perceber a resistência limite do seu marido que recusa entregar os destinos de Anne a um hospital satisfazendo assim o desejo desta. Mas para cumprir esse desejo temos outro lado também derrotado. O sentimento que sustentou o casamento de longa duração não chega para enfrentar aquilo que é notório: o fim de Anne e de uma vida a dois. A partilha do espaço, de gostos e o factor companhia conhecem o seu fim. Amour cala assim possíveis críticos que não viram com bons olhos a atribuição da Palma de Ouro de 2012. Não será para o autor deste blog filme do ano por uma questão geracional. Mas existe o reconhecimento de estarmos perante um momento cinematográfico que nos mostra a derradeira etapa da nossa existência. 5/5 

10/11/12

Fonte: nrp.org

A dança interminável

O Teatro S. Luiz tem em cena uma peça de August Strindber sobre a relação de um casal amarrado pelo conflito. Dança da Morte centra-se num espaço de luta onde os intervenientes, marido e mulher, estão unidos não pelo amor mas pelo ódio. Um ódio baseado em frustrações que foram crescendo ao longos do anos. E que tomaram conta das suas personalidades onde o desequilíbrio comportamental conduz ao isolamento a dois. O seu mundo é aquele e não podem viver um sem o outro porque ambos estão no mesmo registo. O conceito casal na sua versão desconstrutiva mas que se suporta e sobrevive como uma dança ao som de uma música sem fim. Até que a morte os separe.

The Master - Paul Thomas Anderson

Sem dúvida um dos filmes mais aguardados do ano que acaba por não defraudar as expectativas. A história, que parece claramente escassa, é minimizada pela prestação assombrosa de Joaquin Phoenix e de Philip S. Houfman. Paul Thomas Anderson mostra como um argumento pouco consistente consegue ser escamoteado recorrendo ao factor interpretação. Mais um vez, como em There Will Be Blood, Anderson cria uma personagem de elevada complexidade que luta quase cegamente com os seus fantasmas interiores. The Master é o reflexo de uma perspectiva das seitas na sua relação com o indivíduo que recusa viver sob regras que podem coarctar as suas acções mais primárias. Anderson filma de forma mordaz explorando as fragilidades de um corpo teórico que recusa o contraditório e onde o seu mentor parece não estar seguro do seu discurso. A liberdade individual é posta à prova perante uma realidade de postulados orientados para as massas que necessitam de um porto seguro para sobreviver. 4/5

Argo - Ben Afleck

Ben Afleck parece dar-se bem com a função de realizador. Depois de nos ter apresentado A Cidade (2010), um filme promissor sobre a violência gerada por um conjunto de assaltos a bancos, decidiu pegar num acontecimento real sobre uma intervenção secreta levada a cabo pelos EUA no início dos anos oitenta. Intervenção essa que só foi assumida na admnistração Clinton. A operação Argo teve como objectivo retirar do Irão seis cidadãos de origem norte americana que conseguiram fugir da sua embaixada aquando da invasão de uma população iraniana em fúria pela fuga do seu Xá que geriu o país com mão de ferro. É esse o motivo da furia contra os EUA que criaram ao longo de décadas governos iranianos fantoches para depois os receber quando estes finalizam a sua tarefa. A operação em si não tem muito sumo em matéria de imagem. Afleck poderia ter optado por entrar nos meandros da esfera política e militar para desmontar algumas decisões geopolíticas neste tipo de países estratégicos. Não se sai mal ter ficado pela superficie, mas a tradicional parte final onde o seu país surge como herói não reconhecido poderia ter sido trabalhada de forma mais auto-critica. 2/5

07/11/12

Go Obama!!!

04/11/12

Van Gogh

Lawless - John Hillcoat

Trata-se de mais uma obra sobre a Lei Seca que marcou os EUA pós-depressão 1929. Poderia ser um bom filme, marcado por uma narrativa forte que nos ajudasse a compreender um pouco melhor os fundamentos desse período marcado por um surto de violência entre bandos que procuravam contornar as regras definidas pelo poder político. Em vez disso temos um momento de pura banalidade onde o enredo já de si fraco ainda tem que suportar pequenos complementos narrativos que apenas provocam bojecos. E apetece perguntar o que faz Jessica Chastain aqui. Nada mais é que um mero adereço figurativo. Muito pouco para o seu potencial. 1/5

03/11/12

Fonte: time.com

02/11/12

A importância de Ohio

Fonte: Time

01/11/12

Lisbon & Estoril Film Festival 2012 - Escolhas

 The Master
Amour
Um estado de surpresa ao ser brindado com um cardápio onde figuram dois dos filmes mais aguardos deste ano. Ano esse que até agora nos mostrou apenas uma mão cheia de filmes acima da média. The Master de Paul Thomas Anderson ganhou o prémio de melhor realizador no festival de Veneza. E também fez subir ao palco Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix para receberem o prémio de melhor actor. Será dia 09/11 às 22h no Saldanha. Embora exista uma sessão nessa tarde no estoril. No dia seguinte, à mesma hora no Saldanha, é a vez do vencedor da Palma de Ouro (2012) de Cannes subir ao palco: Amour de Michael Haneke. Seria possível pedir mais?

007 Skyfall - Sam Mendes

Respeitar aquilo que é o tradicional num filme de James Bond e ao mesmo tempo instroduzir o seu cunho. É este o desafio de qualquer realizador que aceite conduzir o mais famoso agente secreto numa nova aventura. E de que cunho falamos em Sam Mendes? A sobriedade dos ingrediente típicos da saga Bond e a opção por uma componente mais narrativa. Skyfall questiona a necessidade dos serviços secretos tradicionais num mundo menos físico e mais virtual. Depois da guerra fria, a sua importância assentou no desmantelar de planos bélicos para conquistar ou acabar com o mundo. Temos agora um James Bond em plena adaptação numa realidade onde por vezes alguém ainda tem que "premir o gatilho". E quando existe essa necessidade...
Em jeito de nota, temos aqui a despedida da emblemática Judi Dench que durante anos desempenhou o papel de M. O tempo também passa pelo real mas sem conduzir ao fim, mas antes à renovação de uma equipa que recusa a ideia de desgaste. 3/5

31/10/12

27/10/12

01/11