"O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
29/02/12
28/02/12
Dos Óscares destacamos os vencedores. Mas existem derrotados. E Tree of Life saiu de Hollywood pela porta pequena. São situações como estas que nos conduzem à ideia que tudo não passa de um conjunto de interesses para beneficiar estúdios e distribuidoras. Só assim podemos explicar daqui a alguns anos o porquê do vencedor da Palma de Ouro em Cannes apenas se tenha ficado pelas nomeações.
Os Blur preparam-se para remasterizar e reeditar todo o seu catálogo. Numa altura em que os rumores de um novo trabalho tomam cada vez mais força, nada melhor do que uma viagem daquela que foi uma das bandas mais faladas dos anos noventa pelas melhores razões. Em 1997 mudam a sua estrutura sonora. Os seus trabalhos tornam-se mais densos e afastam-se dos tops. Mas nem por isso deixam de ser mais atractivos em termos artísticos, antes pelo contrário.
27/02/12
Hugo - Martin Scorsese
Hugo não é um compromisso comercial de Scorsese. Uma aventura pelo terreno do 3D onde a descarga de imagem cilindra qualquer tentativa de narrar uma história. Estamos antes na presença de um compromisso artítico do realizador de filmes como Alice Já Não Mora Aqui (1974) ou Tudo Bons Rapazes (1990). E como seria de esperar temos um filme que vive do equilíbrio da tecnologia proporcionada pelos computadores e a história de um rapaz que procura acabar a obra do seu falecido pai. A nossa personagem procura combater a adversidade através não só do trabalho, mas também pela preserverança. Pelo meio temos um revisitar dos primórdios do cinema. Ou não fosse Scorsese um estudioso do cinema. 3/5
Como seria de esperar, o próximo número do suplemento cultural Ípsilon centra atenções naquela que é uma das estreias cinematográficas mais aguardadas do ano. O destaque para Shame é a prova que alguma da comunicação social do nosso país ainda se preocupa em destacar obras marginalizadas pelos canais mais comercias.
25/02/12
22/02/12
21/02/12
Fiona Apple deu sinais de vida! Não para anunciar novo trabalho, mas sim uma mini-digressão pelos EUA a decorrer em Março. O seu último disco data de 2006, o que na industria actual pode ser um suicídio ficar tanta tempo sem dar notícias. Mas Fiona saber que não pertence ao mainstream, o seu público é-lhe fiel e paciente. E estes novos espectáculos podem muito bem ter como finalidade testar novos temas a sair em breve.Fonte: Pitchfork
A escolha da belíssima Jessica Chastain para a lista de candidatas ao Óscar de melhor actriz secundária soa a anedota. O seu papel nas Serviçais não merece aplausos já que o grau de exigência é quase nulo. Quando muito poderia ser candidata ao Óscar de melhor actriz pelo seu desempenho em Tree of Life. Sucede que a sua performance não dura o suficiente para aspirar a tal nomeação.
19/02/12
Urso de Ouro para "Cesare deve morire"
A Dama de Ferro - Phyllida Lloyd
Desiludam-se todos aqueles que esperam um filme político. Porque não é. É mais algo de "Margarett Thatcher na 3ª idade". A parte menos conhecida e, provavelmente menos interessante, merece aqui as maiores honras de atenção da realização. Depois são os tradicionais flash-backs que colocam o ênfase mais na personalidade do que no espectro político. E Thatcher fica na memória pela sua relação com a política e não na sua relação com o lar. Por isso é incompreensível dar tanta atenção a um aspecto tão irrelevante desta figura que marcou uma parte da história do século XX. Apetece pensar que o filme foi feito apenas e só para Meryl Streep ganhar o óscar de melhor actriz. Mas sejamos honestos: o que poderíamos esperar da realizadora de Mamma Mia! senão um mero filme de sentimentos inócuos? 2/5
16/02/12
12/02/12
Os Marretas - James Bobin
Um filme sobre os Marretas... Reviver memórias, perceber se ainda nos fazem sorrir. É esse o objectivo porque já não pode existir pretensão de reavivar o apego pelo Cocas e companhia. Os Marretas fazem parte da cultura animada do Ocidente. Estamos assim na presença de um flash para efeitos de recordação. Não podemos acreditar numa nova febre pelos Marretas. Já que os tempos são outros e já não se compadecem com a simplicidade e a inocência desta família tão especial.A história em si é apenas um adereço porque o que conta é voltar a rever os nossos ídolos. Cocas está desaparecido, separado da difícil e por vezes cruel Miss Piggy. Mas a possibilidades dos velhos estúdios serem demolidos em nome de interesses económicos obriga às reunião de todas as velhas figuras para um derradeiro espectáculo. 3/5
10/02/12
Pelo Festival de Berlim
08/02/12
O Artista - Michael Hazanavicius
É preciso ousadia para realizar um filme assim. Numa era onde a imagem, os diálogos de desenhos animados e as narrativas de telanovelas prevalecem no mercado, seria impensável fazer um regresso quase ao ponto de partida do cinema tal como o conhecemos hoje. Acima de tudo pela inexistência de audiência. Não seria de todo incoerente arriscar dizer que O Artista é para um público que já não existe. Os ingredientes deste género de obra estão lá. Grandes planos dos rostos, comunicação entre a imagem e o som para criar a dinâmica do enredo, cenas curtas, cenários cuidados até ao ínfimo pormenor. E temos assim toda a magia capaz de nos encantar e de nos relembrar como o cinema sonoro nos seus primeiros passos era tão belo e sonhador. O fime em si aborda a passagem do cinema sonoro para o cinema falado e de todo o seu impacto num paradigma artístico que teve que se adaptar à situação para sobreviver a uma nova etapa. E é dessa dialéctica, entre gerações, que vive O Artista. Por um lado, temos George Valentin que rejeita a mudança e só percebe o seu fim enquanto objecto de adoração quando confrontado com as evidências, por outro, temos a belíssima Peppy Miller que funciona como o novo rosto de um cinema mais atraente para o público. A fórmula funcionou, mas seria de mau gosto voltar a repetir. 4/5
A grande novidade da edição deste ano é a presença de Angeline Jolie na pele... de realizadora. A actriz norte-americana vem apresentar a sua primeira obra In the Land of Blood and Honey. A acção é passada na Bósnia durante a guerra e é centrada num romance interpretado por um casal que viveu na realidade esse período.06/02/12
Visitar Margaret Thatcher (4)
1987-1990: último mandato que porém não foi levado até ao fim por Margaret Thatcher. As três medidas mais polémicas que transitaram do seu anterior mandato (reforma da educação, novo sistema de impostos e alterações no sistema nacional de saúde) abriram fissuras no seu próprio governo. O desmembramento da URSS, o aprofundamento da União Europeia criaram ainda mais divisões que levaram à resignação daquela que foi apelidada pelos soviéticos de Dama de Ferro.
04/02/12
O novo álbum da dupla francesa Air já se encontra disponível no site www.nrp.org para escuta. É uma oportunidade para verificar se a criatividade ainda se encontra activa ou se falamos de mais um álbum para cumprir contrato.
03/02/12
A recuperar
02/02/12
Os telejornais parecem alérgicos a boa notícias. Principalmente aquelas que dizem respeitos às nossas empresas. Às 20h de hoje os temas foram mais do mesmo. Nenhum telejornal se designou a abrir com a informação que a Mota-Engil ganhou cinco obras a rondar os 900M/€. Pois, seria preferível uma notícia de falência para que ninguém pense que existe esperança. Convém continuar a mentalizar que não saímos deste buraco.Fonte: jornaldenegócios.pt
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