31/07/10

Fonte: Time

30/07/10

Em contagem decrescente

Será a 27 de Outubro na Fox Next que vamos começar a acompanhar a 4ª temporada da série de culto Mad Men. O último episódio da temporada anterior foi marcado pela profunda mudança na vida profissional das personagens. A expectativa está agora na forma como se vão adaptar à nova realidade. E não só.
Estamos completamente à mercê do nosso passado, não é? E nunca fomos nós que criámos o nosso próprio passado. Somos flechas disparadas do útero da nossa mãe, e aterramos num cemitério. Que importância tem então - no momento de aterrar - se voámos alto ou baixo? Ou se voamos para longe ou não, ou quantas pessoas magoámos pelo caminho?

Kjell Askildsen in Um repentino Pensamento Libertador

Filmes da década (7)

Não seria coerente ignorar a obra da Pixar nesta minha lista. Mais do que o filme em si interessa colocar em destaque um trabalho que perdura há 15 anos e que tem tido o mérito de recuperar a ideia de desenhos animados para... adultos. Não é só um trabalho de criatividade visual. É também o explanar de um conjunto de emoções e sentimentos que por vezes parecem perdidos no mundo actual. Veja-se o caso de Wall*E, uma das suas obras-primas, em que um robot sozinho no mundo começa a sentir a necessidade do amor através da visualização de clássicos de Hollywood dos anos cinquenta. Naquele final em que finalmente dá a mão à sua tão desejada amada... Memorável. Ficará registado na história da sétima arte.

29/07/10

Para a Carla que faz hoje anos

Van Gogh

28/07/10

O problema que se colocava à PT não era ficar sem a VIVO, mas sim sair do mercado brasileiro e colocar em causa o seu potencial de crescimento. Hoje ficámos a saber que a empresa Portugal continuará no Brasil através de outra operadora. E agora é apontar baterias para desenvolver a OI no rentável sector das telecomunicações móveis.

24/07/10

Não percebo porque se critica a masturbação, afinal é fazer sexo com a pessoa de que mais gostamos na vida.

Woody Allen
Não é novidade para ninguém que o cinema está em crise desde da década de oitenta quando explodiram os clubes de vídeo. E desde daí que tem existido uma tentativa de implementar novas tecnologias que justifiquem a ida ao cinema. Vivêssemos nós numa sociedade marcada pela cultura e o único pretexto para ir a uma sala de cinema seria pelo puro prazer de ver um filme num écran de grandes dimensões e sentir a magia criada pelo irmãos Lumière. Mas isso seria num mundo perfeito. Recentemente foi recuperado o cinema 3D. E aparentamente parecia uma moda em forma de atractivo para viabilizar economicamente as salas de cinema. Parece que se está a revelar uma tendência. Embora o custo da tecnologia seja um entrave para as pequenas produções. Uma boa notícia para os puristas do cinema. Onde eu me incluo.
O que está aqui a criar confusão, é que sempre que estreava um filme com tecnologia 3D existia possiblidade de escolha. Os amantes do cinema, enquanto objecto cultural despretensioso, optavam pela fórmula tradicional. Os progressistas iam direitinhos colocar os óculos para depois dizeram que era o futuro do cinema. Coabitação, portanto. Agora essa coabitação desapareceu com a estreia de Shreck Para Sempre. Não consegui encontrar uma única sala para os puristas. Isso deixa-me triste e desapontado. Já que a obrigatoriedade de seguir o que está in colide com a liberdade de escolha.

A Origem - Christopher Nolan

Não considero A Origem como um blockbuster por falta de enquadramento. Entende-se por este tipo de filmes meros exercícios de imagem com diálogos de banda desenhada. Nada disso existe no novo filme de Christopher Nolan. Apesar de estar montado para ser rentabilizado, não deixa de ser verdade que existe aqui um equilíbrio entre aquilo que a técnica consegue fazer em termos visuais e uma história muito interessante que nos cola à cadeira até ao fim. Leonardo Di Caprio interpreta o papel de um ladrão de sonhos. Consegue invadir o sonho do seu alvo e extrair um conjunto de informações valiosas. O seu desafio chega quando um empresário pretende que seja implantada uma ideia através de um sonho. O processo adverso que domina toda a acção.
Tal como sucedia em Matrix, temos aqui um convite à reflexão daquilo que representa o sonho. Mais concretamente o poder do subconsciente em recriar ou deformar medos, memórias, desejos que são condensados por vezes numa única representação.

Fonte: Time
Nem sempre é o gosto musical o factor determinante para o consumo de um álbum. Neste caso seduziu-me o processo de produção. Annie Clark (St. Vicent) compôs este trabalho ao computador e procurou captar a essência do cinema. Baptizado de Actor (2009), termo que faz a ligação à sua raíz criativa, é tido como cerebral.
Todas as ideia falsas terminam em banho de sangue, mas é sempre o sangue dos outros. Por isso é que alguns filósofos se sentem à vontade para dizer seja o que for.

A. Camus

23/07/10


O inferno é darmo-nos conta de que não existimos e não nos conformamos com isso.

Simone Weil

22/07/10

Em leitura


20/07/10

Para a carla

Carla, estive no facebook e reparei que te envolveste numa acção para salvar animais de maus tratos. É tudo tão triste. Por vezes penso que o melhor é fingirmos que não sabemos. Numa tentativa de passar ao lado de uma realidade tão deprimente. Por muito que me esforce não compreendo essa relação tão miserável entre o homem e o animal. Nunca mais irei ao Facebook. É demasiado triste ver todos aqueles animais a precisarem de ajuda e perceber toda a nossa impotência.
Fonte: Time

Golpe de Artistas - Peter Hewit

Um plano que não pode falhar! Três seguranças já a passos largos da reforma trabalham num museu de arte. Cada qual desenvolve uma obsessão já histórica por uma determinada obra. Tudo parece bem até ao dia em que descobrem que o museu vai para a Dinamarca. Assim arranca um plano para não deixarem as suas peças partirem. A falta de jeito de cada um, a par com uma inocência natural de quem vive apenas do trabalho, fazem deste filme uma comédia deveras agradável. As gargalhadas surgem de momentos simples. Sim, um bom serão.

18/07/10

Filmes da década (6)

Foi com Unforgiven (1992) que Clint Eastwood mostrou que sabia fazer filmes de primeira linha. E com o tempo provou que não foi um acidente feliz de percurso. Em 2003 ofereceu-nos Mystic River. E se é verdade que Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon surgem em grande forma, a provar os prémios posteriores que ganharam, o mérito vai direitinho para Eastwood. A forma como retarda o desfecho de uma situação que parecia logo à partida desvendada é brilhante.
As paixões, os apetites, os interesses, os ódios, a mentira e as leis, e as instituições sociais, e a justiça, o amor e a glória, o heroísmo, as religiões, são as flores monstruosas e os horríveis instrumentos do eterno sofrimento humano...[...]Bem procuro uma pausa na calma, um repouso na morte, não os encontro em lado nenhum...

Octave Mirbeau in O Jardim dos Suplícios

17/07/10

O Escritor-Fantasma - Roman Polanski

É sempre difícil formar uma sólida opinião perante um filme baseado num romance que desconhecemos. Colocando essa lacuna de lado, devo dizer que saí desiludido deste novo filme de Polanski. Abordando uma temática tão séria e ainda tão fresca nas nossas memórias, leia-se tortura de prisioneiros acusados de terrorismo, é difícil explicar que a personagem principal seja um funny men. O que leva ao espectador a fugir do ponto central. Neste caso, o ambiente plástico em que vivem os políticos actuais. Cuja a sua influência na política internacional conduz a guerras e atrocidades que marcam o lado mais negro da história mundial. Poderia ser uma daqueles filmes para ficar na memória. Um momento de denúncia que mostrasse o que está por detrás das imagens televisivas em que os líderes ocidentais surgem como heróis a combaterem o "mal". Infelizmente não passa de um pobre momento narrativo para uma 6ªf à noite.
Fonte: Time

14/07/10


13/07/10

Moody’s Cuts Portugal’s Credit Rating

Portugal foi hoje alvo de atenção nas edições on-line da Reuters, New York Times, entre outras. Denominador comum: mais um corte no nosso rating. Desta vez pela Moody´s. Parecemos um daqueles países do terceiro mundo em que somos falados apenas pelas desgraças que nos acontecem. Voltaremos a ser visados dentro em breve? Vamos perguntar ao Polvo.

12/07/10

My Son, My Son, What You Ye Done - Werner Herzog

Com uma pequena ajuda de David Lynch (produtor-executivo) entramos na vida pós-normal de Brad McCullum. Depois de uma viagem ao Peru o seu comportamento assenta numa triangulação de delírio, visões e mau estar psicológico. A sua participação numa peça de teatro sobre Sófocles faz-lhe agravar o seu estado. A relação sólida que mantém com uma mãe altamente castigadora e protectora é colocada em causa pela namorada. E tudo isto somado vai gerar um crime com um modelo bem vincado na tragédia grega. A diferença é que não existe um pai.

Peço desde já desculpa pela linguagem. Mas não é que o cabrão do Polvo acertou em todos os prognósticos? Sim, merece uma taça. Sem dúvida.

11/07/10

O motor de busca norte-americano Google viu a sua licença ser renovada pelo governo Chinês. Depois de se ter recusado à submissão dos filtros do governo de Pequim, que censura temáticas como violações de direitos humanos ou repressão de minorias, parece ter existido um acordo para a sua continuidade no apetecível mercado chinês. Numa altura que a Google pretende entrar no sector dos telemóveis, é sem dúvida uma boa notícia.

10/07/10

- Sabes o que é a morte? - perguntou.
Wainwright sorriu e encolheu os ombros.
- É a natureza a dizer-nos para termos calma.

Don DeLillo in Submundo

09/07/10


Segundo o El Polvo, teremos a Espanha como campeã do mundo. Se adivinhou até agora, vamos duvidar?

18/11 - Pavilhão Atlântico

Creio que é a primeira vez em nome próprio. Espero muito sinceramente marcar presença. Pelas imagens que tenho visto, a música dos Arcade Fire ganham ao vivo uma dimensão ainda maior. Deverá ser uma bela noite.

Fonte: DD

04/07/10

O que é condenável na indústria actual de entretenimento é o seu deprezo para as obras não vendáveis. Veja-se novamente, não querendo cair na repetição, o tratamento de Eu Sou o Amor de Luca Guadagnino no seu país natal. Em Roma, por exemplo, foi colocado em cartaz em dois cinemas independentes. Durante duas semanas apenas! Comentários para quê? É a era do 3D e dos seus apoiantes fanáticos que menosprezam a obra em si em favor da mera imagem.

Se não existirem lesões, creio que Rafael Nadal deverá dominar o circuito masculino de ténis nos próximos três anos. E nesse período tem todas as possibilidades de igualar, senão mesmo bater, o recorde de Roger Federer no número de torneios do Grand Slam. Mas é mesmo para isso que servem os recordes: serem batidos. É a motivação dos campeões.

03/07/10


Estilo cavalaria

Pois é, o futebol afinal tem um lado táctico/organizacional. Só o espírito e a vontade não chegam para ultrapassar um adversário com um futebol de alto nível como a Alemanha. A Argentina caiu logo no seu primeiro grande teste. Até agora o individual tinha resolvido. Hoje seria necessário muito mais que isso. Sempre me surpreendeu ver Maradona como treinador. Não por falta de capacidade. Mas sim por ser óbvio que um treinador não se faz de um dia para outro. Existe sempre um processo, por vezes demorado, por exemplo José Mourinho. Creio que a própria Federação de Futebol da Argentina entrou numa ilusão. Pensou que o carisma do seu melhor jogador de sempre seria suficiente para devolver a glória à Argentina. O mais importante, contudo, é o aprender com o erro. E esperar que daqui a 4 anos a mentalidade, a maturidade futebolística seja outra.
Aderi ao movimento "Não vendemos a VIVO à Telefónica". E pertenco ao grupo daqueles que apoia a decisão do Governo. Não significa que a PT tenha que manter a sua posição na VIVO, mas tem que seguramente ficar no mercado brasileiro. Numa óptica de gestão, o ritmo de crescimento é uma das maiores preocupações de um gestor. Vendendo a sua posição e saindo do Brasil, a PT está a regredir em termos de potencial de crescimento.
E creio que muita gente está contra pelo simples facto de estarem fartas de José Sócrates. Mas é necessário separar as águas. Estamos a falar do futuro estratégico de uma das maiores empresas portuguesas. Os românticos dirão que uma Golden Share distorce um dos pilares da UE, leia-se livre circulação de capitais, mas este instrumento foi criado para refrear a ausência de regras da globalização. Sejamos pragamáticos e apoiemos os interesses da PT a médio - longo prazo.