21/11/05

Em espiral






A figura de Vanderlei Luxemburgo com o rótulo de acusado serve hoje de manchete ao jornal deportivo espanhol A Marca. É a velha história, num momento menos bom de uma equipa de futebol aponta - se o dedo ao treinador. Deixando os jogadores isentos de qualquer responsabilidade. Não é difícil perceber a orientação deste jornal. A Marca está para o Real Madrid tal como o nosso Record está para o Benfica. A questão é que o problema do Real Madrid não se esgota no treinador. Mas sim nos designados "galácticos" que já entraram há muito numa fase de decadência. O que justifica a sua continuidade no clube é apenas e só a sua performance comercial, leia - se venda de camisolas. Treinar hoje esta equipa é entrar num terreno pantanoso minado de interesses extra - desportivos. A imagem de Raúl lesionado é enganadora, pois, essa lesão abrange todo o clube e não apenas o jogador em causa.

Sem chama















A música dos Sigur Rós tem algo que a diferencia da restante. Talvez a voz, as sonoridades... Porém, o concerto de ontem no coliseu provou que essa diferença também pode saturar um pouco. Se nos álbuns existe por vezes uma certa repetição, ao vivo somos presenciados por uma pujança sonora que disfarça de certa forma esse handicap. Julgo que o espectáculo de ontem apenas deve ter agradado aos estreantes. Aos repetentes, aqueles que já tinham estado no coliseu de Lisboa em 2003 para assistir à promoção do designado ( ), não cativou. Foi morno. Uma chama aqui outra acolá. O resto foi a repetição da matéria dada.