O sociólogo Manuel Villaverde Cabral, investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, é um dos mais críticos, afirmando que o Presidente deixa «uma imagem baça, de um Presidente sem brilho».
«Levou ao extremo as ambiguidades do semi-presidencialismo.
Falou muito e não fez nada e nem tudo o que disse foi muito interessante», considerou Villaverde Cabral, bastante crítico da «falta de transparência» com que o Presidente «geriu a crise» que se seguiu à demissão do então primeiro-ministro Durão Barroso para ocupar o cargo de presidente da Comissão Europeia.
Fonte: Diário Digital
"O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
27/02/06
De interesse
Para aqueles que se interessam pela questão do País Basco existe agora um site que deverá ser consultado com frequência:
http://www.bastaya.org./www2/portada.php
http://www.bastaya.org./www2/portada.php
25/02/06
24/02/06
Irrelevâncias
A ausência anormal de escrita no meu blog não é justificada pelo facto de andar ocupadíssimo. Não pertenço a essa classe. Confesso que o frio congela por completo o meu cérebro e consequentemente a vontade para qualquer movimento de escrita. Espero que a temperatura suba.
19/02/06
15/02/06
"... a tropa era uma espécie de máquina mole que se movia, vagarosamente por inércia, nenhum sangue pulsava já no interior daquilo, anos e anos de guerra tinham - nos empalhado, ressequido, destruído, substituído o figado, o estômago, os pulmões, os nervos, por uma espécie, percebe você, de sumaúma sem vida. E de ano a ano, foda - se, África."
António Lobo Antunes in Fado Alexandrino
António Lobo Antunes in Fado Alexandrino
14/02/06
13/02/06
SMS
À saída do trabalho deparei no meu telemóvel com uma mensagem de Ikaro: a diferença entre realidade e sonho é que o sonho não tem de fazer sentido. Caro Ikaro, não sei onde pretendem chegar esse conjunto de palavras que formulam um pensamento. Como tal, dentro das minhas limitações, direi o que penso. Nos sonhos deformamos a realidade na qual não conseguimos materializar todos os nossos desejos. Aquela realidade que trava todos as nossas ambições devido aos seus caprichos tão incompreensíveis... Nos sonhos prolongamos essa realidade e eliminamos os seus caprichos para realizar tudo aquilo que nos reprime.
Pós - férias
Dia terrível este. Depois de 7 dias de descanso o trabalho foi - me buscar a casa não fosse eu ter esquecido o caminho. As caras habituais nos transportes públicos. A rotina novamente. Frases como "sorria então, teve de férias". Escrevi um diário dessas férias para a minha amiga Ana. Aguardo a todo o momento que me dê a sua nova morada.
11/02/06
Irrelevâncias
Por experiência própria já cheguei à conclusão que chegar tarde é normal para muitos portugueses. Anormal é adoptar um comportamento contrário. Aliás chegar a horas em encontros é ridículo. A desculpa reside no tempo. Anda tudo demasiado ocupado para chegar a horas. Gerir o tempo não é decididamente o forte de muitos portugueses. É um hábito que infelizmente está omnipresente na nossa cultura.
10/02/06
09/02/06
Concert in My Eyes
Existe uma tendência natural para a expectativa. Independentemente da natureza do acto a que vamos assistir/participar. Existem, porém, sectores mais propensos às expectativas e creio que a música é um deles. Talvez pelo facto de ter um papel importante nas nossas vidas. Outras hipóteses poderão ser avançadas, obviamente.
Adquiri o bilhete para o concerto de ontem dos Depeche Mode em Junho do ano passado. Decidi não correr riscos e ficar logo despachado. Fiquei algo surpreso com a notícia que garante o seu regresso em Julho próximo para fazerem um 2º espectáculo no estádio do Sporting. Sou da opinião que o habitat natural da música electrónica é em recintos fechados. Por isso dificilmente marcarei presença nesse 2º espectáculo.
A noite de ontem não começou da melhor forma. A primeira parte foi assegurada por uns tais The Bravery. Confesso que me passou ao lado. A cerca de meia hora que separou estes últimos da banda de David Gahan foi preenchida com batidas transformando o pavilhão atlântico numa espécie de discoteca. Digamos que o terreno estava preparado para receber a sonoridade dos Depeche Mode. Quando subiram ao palco, por volta das 21h35, foi só continuar com o corpo em movimento.
Relativamente ao concerto em si julgo que pouco há a dizer. Foi acima de tudo eficaz, como esperado. O alinhamento ignorou praticamente os dois registos que antecederam Playing The Angel. Este último teve direito a seis visitas. Os restantes temas foram uma revisão da matéria dada. Nos elementos da banda, sem excepção, podemos presenciar uma postura profissional. Cumpriram o que lhes foi pedido sem entrarem em conversas desprovidas de interesse nem em comportamentos de vaidade. Para mim foi inesquecível. Valeu a pena a espera. E as expectativas, essas ficaram preenchidas na sua totalidade.
Adquiri o bilhete para o concerto de ontem dos Depeche Mode em Junho do ano passado. Decidi não correr riscos e ficar logo despachado. Fiquei algo surpreso com a notícia que garante o seu regresso em Julho próximo para fazerem um 2º espectáculo no estádio do Sporting. Sou da opinião que o habitat natural da música electrónica é em recintos fechados. Por isso dificilmente marcarei presença nesse 2º espectáculo.
A noite de ontem não começou da melhor forma. A primeira parte foi assegurada por uns tais The Bravery. Confesso que me passou ao lado. A cerca de meia hora que separou estes últimos da banda de David Gahan foi preenchida com batidas transformando o pavilhão atlântico numa espécie de discoteca. Digamos que o terreno estava preparado para receber a sonoridade dos Depeche Mode. Quando subiram ao palco, por volta das 21h35, foi só continuar com o corpo em movimento.
Relativamente ao concerto em si julgo que pouco há a dizer. Foi acima de tudo eficaz, como esperado. O alinhamento ignorou praticamente os dois registos que antecederam Playing The Angel. Este último teve direito a seis visitas. Os restantes temas foram uma revisão da matéria dada. Nos elementos da banda, sem excepção, podemos presenciar uma postura profissional. Cumpriram o que lhes foi pedido sem entrarem em conversas desprovidas de interesse nem em comportamentos de vaidade. Para mim foi inesquecível. Valeu a pena a espera. E as expectativas, essas ficaram preenchidas na sua totalidade.
08/02/06
Expectativa no limite

Já é conhecido o sucessor do soberbo You're The Quarry (2004). A canção you have killed me serve de single de apresentação para Ringleader of the Tormentors que deverá ser lançado em meados de Abril próximo. Segundo o artista, este trabalho de 2006 será o melhor álbum da sua discografia. Devo dizer que o single é bom, mas não tem a solidez de Irish Blood, English Heart que levantou a ponta do véu do trabalho anterior.
07/02/06
05/02/06
Restringir

A liberdade de imprensa faz parte de qualquer regime democrático. É habitual essa liberdade penetrar em todos os quadrantes da sociedade. Quem não está de acordo adopta um papel passivo perante a questão. No plano religioso, as sociedades ocidentais advogam e praticam uma abertura plena relativamente à orientação religiosa de cada um. A religião fica assim mais ligada ao individual do que ao colectivo. Mas são comportamentos ocidentais. Por isso considero pertinente questionar o seguinte: não deverá a liberdade de imprensa "made in ocidente" ficar confinada no seu espaço relativamente a assuntos delicados como a religião?
02/02/06
Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena - nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos - lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal.
Oscar wilde in O Retrato de Dorian Gray
Oscar wilde in O Retrato de Dorian Gray
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