07/06/08

Em leitura


Existem filmes para serem vistos apenas uma vez. É este sentimento que me ocorre quando penso naquele que é apontado como o filme de referência de Kubrick. Demasiada violência. Sem folgas para o espectador respirar. Tudo aquilo que existe de mais primário no homem está bem aflorado em Laranja Mecânica.
O parágrafo anterior não é aplicável à banda sonora que serve o filme em causa. Temos quinta sinfonia de Beethoven com arranjos electrónicos. Talvez não valha a pena dizer mais nada. Apenas que: existem bandas sonoras que deveriam ser visitadas várias vezes. Poderia concluir que o trabalho musical supera a obra cinematográfica. Mas não farei tal coisa.
Para quem é apreciador de futebol (o autor deste blog é excluído desse grupo. Tal sucede pelo facto de ter compreendido a manipulação dos resultados. E pela vertente comercial estar acima da vertente deportiva. Algo claro aos olhos de qualquer um. Mas compreensível é, esta euforia à luz daquela ideia de alienação necessária para ultrapassar os maus momentos oferecidos pela realidade. O entertenimento é a via para ignorar factos geradores de tristeza) vai estar de olhos no todo. E não apenas no individual.