04/07/08

Funny Games - Michael Haneke

Michael Haneke resolveu ser ele próprio a fazer um remake de um filme da sua autoria. A base desta decisão está em rentabilizar aquilo que o original não conseguiu. O primeiro teve a aceitação da crítica mas em termos de performance comercial ficou muito aquém do esperado. A cópia tem como mercado preferencial os EUA. Tudo é igual exepção feita à língua e aos actores.

Um casal e o seu filho vão para a sua casa do campo passar umas férias. Logo no primeiro dia vêem - se confrontados com dois jovens aparentemente inofensivos que sob coacção física os obriga a um conjunto de jogos bizarros. É definido um prazo temporal para a morte de um dos lados. Tudo é vivido num clima de tensão em que o vencedor está à partida conhecido.

Funny Games aborda não só a violência como também a capacidade de manipular a realidade. Confundido o real com o fictício. O espectador é convidado a entrar e a colaborar com os actores. De que lado está a realidade? Se está à vista não será real? Não estamos na presença de um filme apenas de força bruta. Existe algo mais do que isso que interessa explorar.