Em New Jersey um avião faz exercícios a baixa altitude. Durante uns minutos houve algum pânico e edifícios foram evacuados. A Casa Branca emitiu um pedido de desculpas posteriormente por não ter avisado sobre esta missão. Fonte: ny.times
"O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
Aqui temos uma versão alargada de uma daquelas séries policiais alemãs que costumam passar no AXN. Só falta o Rex para encurtar a agonia a que somos sujeitos durante praticamente duas horas. É tudo tão pobre que a vontade é sair a meio do filme. E o que fazem dois actores deste calibre aqui? Será que a crise também já afecta o meio artístico? A história até é interessante mas é exposta para uma faixa etária entre os 6 e os 10 anos. Tudo é explicadinho ao pormenor. E como é possível explicar aquilo que já de si é básico?
Shaun tem 12 anos e vive apenas com a sua mãe. O pai morreu na guerra das Maldivas. O sentimento de perca e a falta de apoio fá-lo entrar num grupo de jovens mais velhos que levam uma vida sem rumo. Numa Inglaterra a braços com movimentações sociais hostis ao governo de M. Thatcher, começa a pairar um sentimento de nacionalismo. Num dado momento entra no grupo onde agora pertence Shaun uma figura que procura levar a cabo acções de xenofobia. Nem todos aderem. A partir daqui aquilo que parecia uma brincadeira toma uma dimensão que escapa ao controlo de todos os intervenientes.
Não será necessário esfregarem os olhos. Fui efectivamente ao cinema de propósito ver o filme em epígrafe. Porquê? Aceitei uma sugestão de alguém que dou credibilidade. E além do mais uma das funções do cinema é o entretenimento. E a conversa fica por aqui.
Sempre manifestei curiosidade pelo Maio de 68. Por nada saber sobre um acontecimento que ainda hoje muito nomes credíveis evocam. Daí ter sempre procurado um livro que fizesse uma abordagem em jeito de tópicos. Não que um tema desta natureza não mereça uma abordagem exaustiva. Mas por vezes basta um enquandramento para ficar com alguma substância do tema. E é por isso que trago aqui este livro que encontrei sábado passado. São 132 páginas sobre o Maio de 68. O autor, Patrick Rotman, refere que o livro é uma reacção às palavras de Sarkozy sobre o acontecimento. Depois temos o arranque: I) Tentativa de definição; II) Os anos anteriores; III) O que se passou em Maio - A revolta dos estudantes, de 3 a 13 de Maio; IV) O que se passou em Maio - A greve geral; V) O que se passou em Maio - Crise no topo; VI) Os anos seguintes; VII) Perguntas sobre a herança. E assim numa assentada ficamos um pouco mais ilucidados.
Lilly Allen não necessita de escândalos para promover o seu nome. É essa a ideia com que ficamos ao ouvir o segundo álbum da sua carreira. Em It's Not Me, It's You existe já um caminho definido em termos de sonoridade. Ao contrário do seu álbum de estreia em que a artista ainda estava a testar o terreno em que se sentia mais confortável. Também ao nível de letras já encontramos um pouco mais de conteúdo dentro de uma ingenuidade de quem tem 23 anos. É pop composta de arranjos electrónicos em que a voz de Lilly Allen surge sem quaisquer efeitos de estúdio. Mostrando uma simplicidade algo rara neste género de trabalhos. É, para finalizar, uma excelente companhia para as noites de Primavera.
Sou leitor da revista Exame há uns 4 anos. Destaco acima de tudo a sua orientação prática na forma de entrevistas a empresários. O núcleo teórico das regras de gestão também marcam presença. Mas o sublinhado está na acção, no prisma empírico que afinal é o mais importante no nosso trabalho diário. Outro aspecto que considero crucial é ficarmos a saber as expectativas do mercado de trabalho, contribuindo assim para uma constante actualização. Condição básica para sobrevivermos.
Anthony Mann é um cineasta americano que ficou para a história como uma referência. Mas confesso que não me recordo de ver um filme da sua obra. A semana que entra dá continuação a um ciclo iniciado em Janeiro com o título: Super Mann. Na próxima 3ªf poderemos ver The Tin Star com Henry Fonda e Anthony Perkins nos principais papéis. Falamos inevitavelmente de um western.
O meu único trabalho dos Ministry foi comprado um pouco às escuras. A primeira vez que tomei contacto com a banda foi com o álbum The Mind is a Terrible Thing to Taste (1989) acompanhado por um concerto ao vivo nos EUA em formato VHS (sou desse tempo, das cassetes!!). Nunca mais os acompanhei acima de tudo porque a cena industrial nunca me entusiasmou muito. Agora com o fim da banda talvez o mais sensato fosse a aquisição de um best of. Sucede é que na compra de Houses of the Molé (2004) vinha em anexo um cd ao vivo. Uma estratégia de marketing que resultou comigo.
O regresso à Cinemateca, depois de vários meses de ausência, foi para ver uma obra de David Lynch. Apesar de ser um dos primeiros filmes do realizador as marcas que acabaram por influênciar toda a sua obra estão lá. Elephant Man (1980) é pesado na narrativa, nos cenários, a duração parece inclusive excessiva. Mas é obrigatório no sentido de mostrar aquilo que seria o universo Lynch.