27/04/09

Uma imagem familiar

Em New Jersey um avião faz exercícios a baixa altitude. Durante uns minutos houve algum pânico e edifícios foram evacuados. A Casa Branca emitiu um pedido de desculpas posteriormente por não ter avisado sobre esta missão.

Fonte: ny.times

The International - Tom Tykwerq

Aqui temos uma versão alargada de uma daquelas séries policiais alemãs que costumam passar no AXN. Só falta o Rex para encurtar a agonia a que somos sujeitos durante praticamente duas horas. É tudo tão pobre que a vontade é sair a meio do filme. E o que fazem dois actores deste calibre aqui? Será que a crise também já afecta o meio artístico? A história até é interessante mas é exposta para uma faixa etária entre os 6 e os 10 anos. Tudo é explicadinho ao pormenor. E como é possível explicar aquilo que já de si é básico?
Clive Owen interpreta o papel de um agente que acredita na justiça. Até agora tem sido lixado pela corrupção mas talvez tenha chegado o momento de levar os seus objectivos até ao fim. Naomi Watts é a agente que dá força a Owen. Abre a boca de espanto e apoia-o sempre que pode. Nada mais do que isso. A história? Simples. Um banco financia guerras para fomentar dívidas astronómicas por parte dos seus compradores.

24/04/09

Em escuta


20/04/09

This Is England - Shane Meadows

Shaun tem 12 anos e vive apenas com a sua mãe. O pai morreu na guerra das Maldivas. O sentimento de perca e a falta de apoio fá-lo entrar num grupo de jovens mais velhos que levam uma vida sem rumo. Numa Inglaterra a braços com movimentações sociais hostis ao governo de M. Thatcher, começa a pairar um sentimento de nacionalismo. Num dado momento entra no grupo onde agora pertence Shaun uma figura que procura levar a cabo acções de xenofobia. Nem todos aderem. A partir daqui aquilo que parecia uma brincadeira toma uma dimensão que escapa ao controlo de todos os intervenientes.

19/04/09

(Agora já não gosto de ir para a cama. Retardo o mais possível esse momento quase que doloroso. Assim que caio no sono os meus sonhos são uma montra de desejos e de receios. Acordo diversas vezes numa tentativa inútil em alterar os cenários. O ideal seria não necessitar de dormir. Já não fazia o sacríficio em ir para a cama, já não me cansava com os meus sonhos. PS: achei piada quando ficaste espantada por eu ter ido ver aquele filme...).

16/04/09

Moby tem novo trabalho a sair em Junho. Parece que será um registo bem diferente do anterior. Felizmente, diga - se em abono da verdade. Mas a novidade passa também pelo facto de ser David Lynch a realizar o videoclip do primeiro tema a ser extraído de Wait For Me.

World Championship (17/04 - 03/05)


10/04/09

Fonte: Guardian

Ele não está assim tão Interessado - Ken Kwapis

Não será necessário esfregarem os olhos. Fui efectivamente ao cinema de propósito ver o filme em epígrafe. Porquê? Aceitei uma sugestão de alguém que dou credibilidade. E além do mais uma das funções do cinema é o entretenimento. E a conversa fica por aqui.
O rótulo de comédia romântica deixa sempre antever um momento pouco interessante em termos de resultados práticos. Geralmente temos um desfile de carinhas bonitas a grunhirem um conjunto de banalidades em paralelo com uma expressão a martelo, quer de alegria quer de tristeza. Aqui existe algum conteúdo a extrair. Uma excepção, portanto. O tema abordado é a incerteza do amor. Os sinais, a sinceridade das palavras... Cada personagem é confrontada com a sua própria realidade e o desfecho é diferente para cada uma delas. Cabe ao espectador partir em busca da situação que mais se assemelha ao seu caso. As duas horas de filme passam despercebidas. E no caminho para casa ponderamos sobre o assunto. Gostei.

PS: obrigado Andreia.

E temos a Páscoa para reflectir...

Fonte: Reuters

Uma sugestão de leitura

Sempre manifestei curiosidade pelo Maio de 68. Por nada saber sobre um acontecimento que ainda hoje muito nomes credíveis evocam. Daí ter sempre procurado um livro que fizesse uma abordagem em jeito de tópicos. Não que um tema desta natureza não mereça uma abordagem exaustiva. Mas por vezes basta um enquandramento para ficar com alguma substância do tema. E é por isso que trago aqui este livro que encontrei sábado passado. São 132 páginas sobre o Maio de 68. O autor, Patrick Rotman, refere que o livro é uma reacção às palavras de Sarkozy sobre o acontecimento. Depois temos o arranque: I) Tentativa de definição; II) Os anos anteriores; III) O que se passou em Maio - A revolta dos estudantes, de 3 a 13 de Maio; IV) O que se passou em Maio - A greve geral; V) O que se passou em Maio - Crise no topo; VI) Os anos seguintes; VII) Perguntas sobre a herança. E assim numa assentada ficamos um pouco mais ilucidados.

Lilly Allen - It's Not Me, It's You

Lilly Allen não necessita de escândalos para promover o seu nome. É essa a ideia com que ficamos ao ouvir o segundo álbum da sua carreira. Em It's Not Me, It's You existe já um caminho definido em termos de sonoridade. Ao contrário do seu álbum de estreia em que a artista ainda estava a testar o terreno em que se sentia mais confortável. Também ao nível de letras já encontramos um pouco mais de conteúdo dentro de uma ingenuidade de quem tem 23 anos. É pop composta de arranjos electrónicos em que a voz de Lilly Allen surge sem quaisquer efeitos de estúdio. Mostrando uma simplicidade algo rara neste género de trabalhos. É, para finalizar, uma excelente companhia para as noites de Primavera.

Em leitura


E estes inimigos trapaceiros não mais sejam cridos,
Pois fingem connosco num duplo sentido:
Continuam a prometer junto aos nossos ouvidos,
Mas iludem a realização da nossa esperança.

Shakespeare

05/04/09

20 anos!

Sou leitor da revista Exame há uns 4 anos. Destaco acima de tudo a sua orientação prática na forma de entrevistas a empresários. O núcleo teórico das regras de gestão também marcam presença. Mas o sublinhado está na acção, no prisma empírico que afinal é o mais importante no nosso trabalho diário. Outro aspecto que considero crucial é ficarmos a saber as expectativas do mercado de trabalho, contribuindo assim para uma constante actualização. Condição básica para sobrevivermos.

Cinemateca: 21h30m - 07/04

Anthony Mann é um cineasta americano que ficou para a história como uma referência. Mas confesso que não me recordo de ver um filme da sua obra. A semana que entra dá continuação a um ciclo iniciado em Janeiro com o título: Super Mann. Na próxima 3ªf poderemos ver The Tin Star com Henry Fonda e Anthony Perkins nos principais papéis. Falamos inevitavelmente de um western.
O meu único trabalho dos Ministry foi comprado um pouco às escuras. A primeira vez que tomei contacto com a banda foi com o álbum The Mind is a Terrible Thing to Taste (1989) acompanhado por um concerto ao vivo nos EUA em formato VHS (sou desse tempo, das cassetes!!). Nunca mais os acompanhei acima de tudo porque a cena industrial nunca me entusiasmou muito. Agora com o fim da banda talvez o mais sensato fosse a aquisição de um best of. Sucede é que na compra de Houses of the Molé (2004) vinha em anexo um cd ao vivo. Uma estratégia de marketing que resultou comigo.

04/04/09

(Sonhei com uma concentração daquilo que representa o lado mais negativo. E a solução surgiu em formato de objecto meta - ambivalente).

03/04/09

O regresso à Cinemateca, depois de vários meses de ausência, foi para ver uma obra de David Lynch. Apesar de ser um dos primeiros filmes do realizador as marcas que acabaram por influênciar toda a sua obra estão lá. Elephant Man (1980) é pesado na narrativa, nos cenários, a duração parece inclusive excessiva. Mas é obrigatório no sentido de mostrar aquilo que seria o universo Lynch.

02/04/09

The Road West
Dorothea Lange

Merece alguma procupação se a estrada significa o caminho a percorrer ao longo da vida. Não existe nada que nos possa estimular. Apenas o cinzento e a incerteza daquilo que está para além do nosso campo de visão. As cores somos nós que escolhemos? O equilíbrio alcançável através de sensações emocionais e físicas, fica por nossa conta? A ideia não é conseguir ver para além daquilo que a nossa visão não alcança, mas sim não pensar nesse além que nos provoca receio e ansiedade. Como? Através da visualização de cores e da experimentação de sensações.
(Devo confessar que a temática da conversa estava a ser próxima do irritante. Daqueles temas que já sabemos o fim. Ouvi com atenção porque estava concentrado nos teus brincos, nos teus cabelos louros, no teu rosto... e pelo facto de saber que és inteligente. Caso não o mais provável seria manifestar um ar de indiferença perante as tuas palavras).