30/11/08

A banda sonora para um filme que nunca existiu. Gravado entre Zooropa (1993) e Pop (1997), é um projecto onde os U2 e Brian Eno aprofundam as linguagens da electrónica. Um disco para ter e recuperar em dias cinzentos como este.

29/11/08

Um grande sacrifício é fácil, difíceis são os pequenos sacrifícios contínuos.

Johann Wolfgang GOETHE
Fonte: Timesonline

28/11/08

Estado de alma actual

Psycho (1960), Alfred Hitchcok

  • Chuva
  • Dias mais pequenos
  • Aquilo que não tenho
  • Estudar
  • Sem tempo para ler
  • Aquilo que não tenho

Somos o resultado daquilo que não tivemos? Do que não temos? Daquilo que supostamente não vamos ter com base naquilo que se passou? (Afinal tudo se resume ao que não tenho. E ontem olhei - te nos olhos para me alimentar durante uns tempos).

24/11/08

Fonte: Time

23/11/08

Para breve?

Hunger, filme britânico que recebeu atenções especiais na última edição de Cannes, deveria marcar passagem por Portugal. Steve McQueen revelou em entrevista à revista Sight & Sound que procurou aprofundar ideias e ideais de um conjunto de presos do IRA que em 1981 fez uma greve de fome. Essa greve, com o propósito de conseguirem o status de presos políticos, ficou para a história irlandesa pelas represálias brutais da polícia. Um dos momentos mais marcantes de Hunger passa pelo plano fixo de cerca de 17 minutos onde um preso e um padre falam sobre temas como o suicídio.

22/11/08

Fonte: timesonline
Ora a vida dá muitas voltas. Aquando do lançamento do semanário Sol foi dito, em jeito de propaganda, que o Expresso não vendia jornais mas sim dvds. Sendo assim o número de exemplares vendidos era ilusório. Este argumento por parte do seu director fez antever que tal estratégia de marketing nunca seria utilizada. Eis que: "dvd oferta".

21/11/08

Fonte: El Pais
(Começa o frio e as noites feitas para dormir não cumprem o seu papel).

18/11/08

Fonte: Time

Ensaio Sobre a Cegueira - Fernando Meirelles

Mais uma vez o filme não serve o livro. Neste caso então longe disso. Fernando Meirelles poderia ter sido honesto e dizer que apenas adoptou a forma da obra de Saramago. Em matéria de conteúdo não existe nada. E é do conteúdo, da subnarrativa que vive o livro do autor português. A partir de determinada altura parece que tudo pode ser resumido a uma paródia neste filme. Os cegos a cairem, a chocarem contra obstáculos e o espectadores a rirem. Sabemos à partida as dificuldades dos cegos em termos de mobilidade. E é aí que Meirelles falha. Na incapacidade de aprofundar os estado de alma das personagens. Uma vez privadas da visão e de bens essenciais começam a agir quase por instinto. No livro sentimos isso. A tristeza e a fragilidade perante uma situação inesperada. Qual é a piada da questão? Meirelles encontrou e materializou - a naquele que deverá ser apontado como um dos piores filmes do ano.

03/09

Será em Março próximo que conheceremos o novo trabalho da fadista menos popular em Portugal. Cristina Branco regressa com Kronos que tem a particularidade de ter sido escrito por vários artistas. Que esteja ao nível de Ulisses.

Fonte: DD

17/11/08

Anna Karina ficou conhecida por ter sido a musa de Jean-Luc Godard. Em Bando à Parte (1964) interpreta o papel de uma jovem tímida e inocente que se deixa arrastar para uma situação bastante conturbadora. Por vezes existem filmes em que a beleza de uma única personagem deixa - nos rendidos por completo.

13/11/08

Paula Rego

007-Quantum of Solace - Marc Forster

A era Daniel Craig em matéria de James Bond conhece aqui o seu segundo capítulo. E diga - se que mais uma vez foram operadas algumas mudanças. Em nenhum momento ouvimos o agente dos serviços secretos do MI6 dizer o seu nome. Pela primeira vez temos uma linha de continuação do filme anterior. Em Casino Royal foi - nos apresentado um Bond mais humano. Menos focalizado no engate barato para atingir os seus fins. Algo de positivo. Sucede que essa humanização foi aprofundada em Quantum of Solace com resultados menos conseguidos. James Bond surge algo lamúrias com sede de vingar a morte da sua amada. Assim enquanto procura desmontar uma perigosa rede com a pretensão de controlar recursos naturais na Améria Latina, Bond arranja uma espécie de part - time para a tal vingança. Talvez a solução encontrada pelo realizador para disfarçar um argumento algo pobre que obriga um preenchimento mais físico e menos cerebral da narrativa.

12/11/08

Life is very complicated and so I think films should be allowed to be too.

David Lynch

11/11/08

Em escuta


09/11/08

Deixo aqui os custos de ter voltado aos estudos:

- Não leio livros. Consequência directa: não posso falar com ninguém.
- Durmo mal. Consequência directa: fico ainda mais impertinente.
- Vejo mais pessoas. Consequência directa: penso mais. E pensar deixa - me triste.
- Consumo nulo de whiskey. Consequência directa: como apaziguar os momentos de grande fluxo de pensamentos / desejos?

Então, perante este cenário degradante, valeu a pena o regresso aos estudos?? Posso rebobinar a minha realidade? Oh...
Fonte: Time
Nos EUA nem os animais de estimação estão livres da crise. Num mercado que movimentou o ano passado cerca de 41 biliões de dólares está agora em forte declínio. São muitos os casos em que os donos de cães e gatos são obrigados a prescindir da sua companhia. Não terão os animais direito a subsídios em tempo de crise? Não deveriam ter esse direito?

Fonte: Reuters

08/11/08

Em escuta


07/11/08

08/11 - 15/11


05/11/08

Em escuta


Gomorra - Matteo Garrone

Gomorra escapa em determinados aspectos aos filmes tradicionais sobre a máfia. Matteo Garrone tomou por base alguns capítulos da obra escrita de Roberto Saviano. Contratou actores não profissionais para evitar desvios de atenções do mais importante. O que interessa é a história em si. Entrar num sistema económico e social à parte do Estado italiano. Um sistema que procura corrigir as falhas da Constituição italiana. Ninguém ao abrigo da Gomorra passa carências. Como alguém mencionou: um Estado dentro de outro Estado.
Esperar um filme baseado em perseguições entre polícias e deliquentes / traficantes é cair no engano. Importa analisar as articulações que ligam os seus membros e a forma como conduzem os seus interesses. A violência aparece aqui algo desproporcionada face aos objectivos pretendidos. O crime organizado apresenta alguns sintomas de desorganização. Estará a Gomorra no caminho da violência cega? O filme não responde. Talvez pelo facto dessa resposta ser fornecida lentamente nos telejornais.

03/11/08

W. - Oliver Stone

Oliver Stone regressa mais uma vez à ribalta com um projecto que parece algo ambicioso. Abordar a vida de um Presidente tão pouco aclamado nos últimos tempos não é tarefa fácil. Ainda para mais quando está tudo ainda tão fresco. Não esquecer que só amanhã é que Bush vai conhecer o seu sucessor na Casa Branca.
Insistimos na ideia de que uma personalidade deixa de o ser a partir do momento em que entra no plano da ficção. Passamos a ter uma personagem com todos os ingredientes próprios da ficção. Este argumento poderá neutralizar algumas vozes de acusação por o realizador ter distorcido alguns traços de Bush enquanto homem e político.
Em W. somos confrontados com a história do único presidente dos EUA que viu a sua política externa condicionada por um ataque terrorista dentro do seu próprio território. Enquanto jovem um hedonista. Um filho preterido pelo irmão mais velho visto como um exemplo. Já adulto acredita a partir de um determinado momento que tem um dever a cumprir na esfera política. Suportado por um casamento feliz e por uma fé bem alicerçada na figura de Deus, consegue chegar ao topo. O resto já todos sabemos.
Um filme interessante nem que seja pelo facto de nos ser relembrado que a política é feita por uma equipa e não apenas por um homem. Para a história teremos a administração Bush. E não o Bush, isolado de toda uma estrutura.

01/11/08

Fonte: Time