Os primeiros minutos do novo filme de Gus Van Sant são fixados numa ponte e, em profundidade, na cidade onde decorre a acção. Em linguagem cinematográfica, cidade é sinónimo de individualismo e de violência. Aqui a violência surge apenas num breve momento quando o adolescente Alex empurra um segurança para a linha do comboio. A sua morte dá origem a uma investigação que aparentemente deveria centrar todas as atenções. Sucede que o interesse recai na personagem de Alex. A sua indiferença para com tudo o que não esteja relacionado com a prática de skate atinge uma dimensão assustadora.
Será o Alex a visão que Gus Van Sant tem da juventude actual do ocidente? Uma juventude sem sentido de futuro onde impera apenas o agora com uma motivação baseada no hedonismo?
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