Ser apelidado de "o E.T. do século XXI" não é o comentário mais simpático deste mundo. E poderá muito bem funcionar como elemento dissuador para potenciais espectadores. E decididamente não concordamos com o apelido. Wall*E tem personalidade própria. Ver o novo filme da Pixar é um momento singular. Possíveis comparações serão sempre alvo de discórdia.Uma das grande novidades de Wall*E são os escassos diálogos. Quando acontecem são curtos. Tudo está centrado na linguagem "corporal" dos principais intervenientes. Os humanos aqui são relegados para segundo plano. E são apresentados como elementos centrados exclusivamente no consumo (ano: 2700??).
A raça humana abandonou um planeta terra impróprio para habitação. Para trás ficou lixo, ruínas e... Wall*E. Um robot programado para limpar os objectos que já não servem. Neste caso será tudo. Durante a sua árdua tarefa adquire o hábito de coleccionar aquilo que lhe desperta curiosidade. Uma barata é a sua única companhia. Um dia encontra uma planta que vai acabar por ser um elemento bastante importante para o desfecho do filme. Tudo corre dentro do normal quando uma sonda, de seu nome EVE, aterra no planeta terra para encontrar alguma forma de vida que permita o regresso dos consumidores ao seu planeta. O seu encontro com Wall*E vai provocar uma momento de viragem na vida deste. E não só.