Ora não fosse a figura do Joker e seria um filme vulgar de perseguições entre policias e ladrões. É quando surge Heath Ledger que desaparece momentaneamente a vulgaridade. Depois entramos novamente no previsível. O sucesso de bilheteira está cada vez mais desligado da qualidade. Tudo gira nas explosões de prédios e de automóveis. A cereja em cima da bolo vem em forma de uma disputa entre Batman e o vilão Duas Caras pela mesma mulher. Uma originalidade que faz enterrar ainda mais O Cavaleiro das Trevas. Para ajudar temos cerca de 2h20m que não conseguem ser justificáveis. A não ser por aqueles sempre dispostos a assistirem a mais uns efeitos especiais em tudo semelhantes a fogo - de - artifício. Porém, extrair o lado positivo de algumas ideias explanadas ao longo do filme não será de todo perca de tempo. O mal representado na figura de Joker não é movido por qualquer "lógica racional". Fazer por fazer. Sem qualquer móbil aparente. O bem, esse objectivo pelo qual metade do mundo luta, está sujeito ao estado que o mundo se encontra. Um equilíbrio ténue que a todo o momento pode desabar. O ser humano segue os seus valores morais quando tudo lhe é favorável. Um ambiente de hostilidade faz desligar o interruptor da moralidade humana.