09/02/06

Concert in My Eyes

Existe uma tendência natural para a expectativa. Independentemente da natureza do acto a que vamos assistir/participar. Existem, porém, sectores mais propensos às expectativas e creio que a música é um deles. Talvez pelo facto de ter um papel importante nas nossas vidas. Outras hipóteses poderão ser avançadas, obviamente.

Adquiri o bilhete para o concerto de ontem dos Depeche Mode em Junho do ano passado. Decidi não correr riscos e ficar logo despachado. Fiquei algo surpreso com a notícia que garante o seu regresso em Julho próximo para fazerem um 2º espectáculo no estádio do Sporting. Sou da opinião que o habitat natural da música electrónica é em recintos fechados. Por isso dificilmente marcarei presença nesse 2º espectáculo.

A noite de ontem não começou da melhor forma. A primeira parte foi assegurada por uns tais The Bravery. Confesso que me passou ao lado. A cerca de meia hora que separou estes últimos da banda de David Gahan foi preenchida com batidas transformando o pavilhão atlântico numa espécie de discoteca. Digamos que o terreno estava preparado para receber a sonoridade dos Depeche Mode. Quando subiram ao palco, por volta das 21h35, foi só continuar com o corpo em movimento.

Relativamente ao concerto em si julgo que pouco há a dizer. Foi acima de tudo eficaz, como esperado. O alinhamento ignorou praticamente os dois registos que antecederam Playing The Angel. Este último teve direito a seis visitas. Os restantes temas foram uma revisão da matéria dada. Nos elementos da banda, sem excepção, podemos presenciar uma postura profissional. Cumpriram o que lhes foi pedido sem entrarem em conversas desprovidas de interesse nem em comportamentos de vaidade. Para mim foi inesquecível. Valeu a pena a espera. E as expectativas, essas ficaram preenchidas na sua totalidade.