31/10/10

Fernando Pessoa mais acessível

Uma parceria entre a Casa Fernando Pessoa e a Fundação Vodafone, permitiu digitalizar toda a obra do poeta encontrando-se esta disponível para consulta no link http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt. Será também possível descarregar as obras para formato PDF ou JPEG.

Fonte: DE

26/10/10

The Blind Girl by Sir John Everett

2008 - 2010


É de lamentar. E que ninguém diga que está inocente. A morte do polvo Paul deve-se à pressão exercida sobre as suas capacidades de vidente. Agora falava-se em mais um brilharete de Paul no Europeu de 2012. Também não terá sido alheio as acusações de corrupção que recairam sobre si. O esquema seria: Paul escolhia um país vencedor criando uma pressão acrescida na equipa contrária que acabava por perder o jogo. Em troca, eram pagas quantias astronómicas que garantiam a preservação da espécie de que Paul fazia parte. Uma mancha que não apaga no entanto a sua importância para a história do desporto mundial. Obrigado Paul.
Ontem ao rever Lost In Translation, fiquei com a sensação que o seu final é um dos mais belos momentos de toda a história do cinema. A intensidade emocional transmitida pelas personagens perante um sentimento de amor afinal sem futuro só pode ser expresso pela imagem. Nunca pelas palavras. Para recordar.

25/10/10

1979-2010


24/10/10


23/10/10

Temos aqui mais um exemplo de que um filme que não seja oriundo de Hollywood, e sem toda a maquinaria de marketing subjacente, está condenado ao falhanço comercial. Posto isto, a solução é um remake com impressões digitais de quem domina a cena mainstream. Let Me In, estreado esta semana nas salas portuguesas, é um remake de um filme sueco de... 2008! Já lá vão uns bons anos. O original passou ao lado de uma carreira brilhante. As personagens falavam uma língua esquisita e o nome do realizador era impronunciável. A solução é simples: faz-se um remake para fazer render a obra nos mercados mais consumistas de cinema. E como ninguém liga ao passado, vão dizer que é um filme original. Tal como a tecnologia 3D.

Universo Paralelo - Christian Alvart

Vive-se aqui um ambiente de Alien ao nível dos cenários e ao nível dos jogos das câmaras. Uma aproximação clara a um clássico do cinema deste género que no entanto não pretende ser uma cópia da sua afinal inspiração. Existe vida própria em Universo Paralelo. A base é mais uma vez o fim da Terra cujo os seus recursos foram esgotados pelo sobreconsumo humano. A descoberta de um planeta com os parâmetros que possibilitam a sobrevivência da espécie humana leva ao envio de uma nave para colonar o novo espaço. Mas quando dois tripulantes acordam de um sono profundo percebem que algo de errado se passa.
- Por que usas esse fato de coelho?

- E tu, por que usas esse fato de homem?


Richard Kelly in Donnie Darko

17/10/10

Fonte: Time

16/10/10

A Cidade - Ben Affleck

Não se trata de um mero filme sobre assaltos a bancos. É mais um filme sobre uma cidade em que os seus habitantes crescem já predestinados para a deliquência. E aqui parece que os behavioristas ditam a sua lei no sentido em que o ambiente social condiciona o futuro dos seus elementos. Os estímulos de uma cidade de matriz violenta só pode aspirar a produzir assaltantes, assassínos, traficantes de droga e por aí fora.
Se Ben Affleck não reúne consenso enquanto actor, como realizador pode chamar até si alguma anuência. Nem que seja pelo factor risco. Escolheu uma temática já tantas vezes trabalhada e consegue ainda assim criar um momento francamente interessante. Nota mais para o desempenho de Rebecca Hall. Não se reduz apenas a um adereço de beleza, é ela que consegue incutir uma sensabilidade natural num filme onde a violência é o traço dominante.
Estava eu convencido que seria um livro para se ler do princípio ao fim num só golpe. Mas eis que a minha estimada Rita Roque disse que não. É pegar de vez em quando, ler umas quantas páginas e depois fechá-lo. Como uma garrafa de uísque, Rita?
Fonte: Time
Não quero ver o meu velho amigo Lúcifer tão cedo.

Keith Richards
Não me parece que seja o colapso da raça humana. Parece-me mais que é o fim de um estilo de vida marcado por um consumo desenfreado baseado mais na dívida do que no rendimento. Talvez tenha chegado a altura do sector público e privado pautar a sua vida de acordo com o crescimento real da nossa economia. Economia essa alavancada pela produtividade, competência e rigor, e não pelo crédito barato. O Professor Adelino Maltez disse uma vez que iriamos assistir a uma grande mudança nas nossas vidas. Creio que tinha razão.

15/10/10

27/10 (21h30) - Fox Next


O homem divide-se em duas partes: o corpo e a alma. Mas é o corpo que se diverte mais.

Woody Allen

13/10/10


09/10/10

Filmes da década (10)

E não poderia fechar a lista dos dez mais sem fazer uma referência ao realizador espanhol Pedro Almodóvar. Fala com Ela (2002), demonstra como a vida é tão frágil em termos de futuro. E é na adversidade que sobressai o amor, a amizade enquanto catalisadores de acções altruístas. A perninha que Caetano Veloso faz interpretando um belíssimo tema, ajuda a fazer deste filme um momento para recordar.

Sobre a responsabilidade

Sempre que me perguntam se sou responsável em termos profissionais, sou incapaz de me esquecer da história de um indivíduo que confrontado com a mesma pergunta numa entrevista responde desta forma: - Sim, sou responsável. Sempre que sou despedido dizem que eu é que fui o responsável. E é assim que me sinto enquanto responsável.

Em escuta


07/10/10

Nos bastidores de Mad Men


1958 - 2010

Charlie, mais conhecido como o chimpanzé fumador, faleceu numa jardim zoológico na África do Sul. Apesar do vício, a morte foi provocada pela velhice. Que descanse em paz.

Fonte: i

05/10/10

Fonte: Time

Nos bastidores de Mad Men


Lola - Brillante Mendoza

Mais do que a história em si, é ter a oportunidade de perceber um pouco o que são as Filipinas. Um país fora da divisão da globalização. Não no sentido negativo da mesma. Refiro-me obviamente à cultura da hipoteca e à busca incessante de bens posicionais. Mas sim ao seu atraso económico, social e da justiça. Ao longo da história de duas mulheres já em fim de vida que se cruzam pelas piores razões, vamos analisando uma parte do país em que a sua população luta pela aquisição de bens que satisfaçam as suas necessidades primordiais. Sem esperança de um futuro mais risonho. Para reflectir.