17/04/11

Berlim, 1961
Fonte: guardian.co.uk

O Código Base - Duncan Jones

Depois do promissor cartão de visita Moon (2009), esperava-se agora um passo sólido de Duncan Jones de forma a não defraudar todos aqueles que o aplaudiram e que lhe deram a oportunidade de trabalhar com um orçamento mais chorudo. E se essa situação o obrigou a olhar para a bilheteira mas sem se afastar do seu público, também funcionou como desafio no sentido de saber dosear a sua criatividade com outros meios financeiros e técnicos que não dispôs na sua primeira longa metragem. A tentação de optar por efeitos especiais para encher o olho era grande, mas Duncan mostrou que a sua imagem de marca assenta na gestão do efeito surpresa de uma forma elegante. Mesmo quando tudo parece bem encaminhado em termos de linha de raciocínio, e o público contente por presenciar um filme perceptível, eis que tudo se desmorona e as possibilidades tomam conta das certezas.