16/01/12



Moneyball - Bennet Miller

Em 2002 uma equipa de basebol decide através do seu director desportivo, interpretado por Brad Pitt, abandonar o paradigma dos olheiros e adoptar um modelo estatístico para escolher jogadores. O orçamento reduzido com tectos salariais pouco cativantes não consegue comprar e segurar estrelas. Será então através de probabilidades que a escolha passa a ser feita. E a partir daí desenha-se uma equipa que contudo não funciona. Terá que ser através do efeito motivacional, quando se retira as ervas daninhas do balneário, que se começa a ganhar e a fazer as pazes com os adeptos. Os calculos matemáticos foram alavancados pelo lado mais psicológico da questão.
Moneyball consegue ter uma primeira parte irrepreensível. Discreto, eficaz quanto baste. O problema surge na segunda parte quando se dá o ponto de viragem na narrativa. A partir daqui surgem os tiques de Hollywood. A forma como a equipa alcança as 20 vitórias consecutivas é construída apenas com o propósito de estimular as emoções da plateia. Criar uma reacção em uníssono demasiado prevísivel e dispensável. Outro aspecto negativo é a forma balofa como a personagem toma a sua decisão. Depois da alegria, o tormento da escolha. E mais 15 minutos a filmar no vazio. 2/5