28/06/12

Fonte: Reuters
Ainda há quem se preocupe em tratar os animais como se fossem pessoas. Nunca vi escrito em lado nenhum que os nossos amigos peludos não estejam ao nosso nível no que toca a direitos. 

25/06/12

1910-2012

Goodbye George.

23/06/12

Ciclo Cronenberg no Nimas

Começou ontem um ciclo de cinema dedicado a uma parte da obra de David Cronenberg. O arranque deu-se com A History of Violence (2005). Um filme de marca do realizador canadiano já que explora as tensões físicas tanto na vertente da violência como também na vertente sexual. 
É de louvar este género de iniciativas que só pecam pela pouca adesão do público. Ainda ontem apenas estavam cerca de sete almas presentes. O que poderá hipotecar outro tipo de eventos como este que fazem as delícias de qualquer cinéfilo. Deixo aqui o resto da programação.

23 Junho, 18h e 21h30
Crash - M/18

24 Junho, 18h
ExistenZ - M/16                                                  

24 Junho, 21h30
Promessas Perigosas - M/16

16/06/12

Fonte: Time

13/06/12

Cosmopólis - David Cronenberg

Depois de uma experiência menos conseguida em "Um Método Perigoso" (2011), temos David Cronenberg novamente num filme mais físico a lembrar por vezes "Uma História de Violência" (2005). Embora aqui não sejamos surpreendidos com a mesma intensidade, longe disso diga-se. Não por uma quebra criativa do realizador canadiano, mas pela matéria prima utilizada, leia-se o livro de Don DeLillo, que não oferece grande margem de manobra para brilhar no grande écran. Aliás, em caso de escolha recomendamos a leitura do livro na medida em que a imagem nada acrescenta à obra. E, por outro lado, o filme não consegue aflorar a força narrativa que temos em "Cosmopólis" enquanto peça literária. 
Eric Parker, 28 anos, multi-milionário e recém casado decide cortar o cabelo num dia aparentemente igual a tantos outros. Mas à medida que o dia vai decorrendo, é confrontado com vários imprevistos que acabarão por influênciar negativamente o seu futuro. A bordo da sua limousine preenche o tempo a apostar contra o Yene, fazer exames médicos e receber elementos do seu staff. Temos em Eric a encarnação da indiferença humana que apenas se preocupa com os números. Não no sentido de adquirir mais propriedade, já que isso não lhe gera satisfação, mas à procura de viver num tabuleiro de jogo assumindo sempre o risco mais elevado. E com isso entra num processo de desumanização, num mundo virtual. 3/5

10/06/12

Fonte: guardian.co.uk

08/06/12

Recuperar "Um Homem Singular"

A estreia de Tom Ford no cinema foi um murro no estômago para os cépticos. Um Homem Singular (2010) parece sair das mãos de um realizador experiente. Mas não. Foi mesmo filme de estreia. Tudo é trabalhado ao seu ínfimo pormenor. Numa perspectiva estética, seria expectável a preocupação com o detalhe. Mas a forma como conseguiu evitar os juízos de valor perante a história da homossexualidade merece os mais fortes aplausos. Tom Ford não aborda o tema numa perspectiva de minoria, mas sim como algo de casual e prefere mergulhar antes na mensagem de aproveitar todas coisas que a vida nos porporciona no dia a dia.

Um embuste?

Começa o europeu de futebol e já temos os falsos profetas a virem à tona. Parece que agora temos uma vaca adivinha! Que por sinal deu a vitória a Portugal no jogo de amanhã. Até pode acertar, mas a questão de fundo é que estamos na presença de uma afronta ao falecido Paul. Isto porque Paul não se tornou adivinho de um dia para o outro. Existiu um longo processo que exigiu trabalho e preserverança. Até a forma como o dito polvo lidava com os media, um verdadeiro mestre diga-se, não foi fruto do acaso. Importa perguntar: já alguém tinha ouvido falar de Yvonne? Ainda para mais de nacionalidade alemã. Um passo em frente para sermos dominados por completo pelo país de Angel Merkel. Diga-se que pela fotografia que Yvonne está longe da elegância e discrição do grande Paul. Vamos ver como se comporta quando tiver que lidar com as câmaras de televisão.

E por falar em Paul, aqui fica uma recordação marcada pela descontração em que a vitória é atribuída às duas equipas que disputaram a final do último europeu. O sentido de humor era outra das características da sua personalidade. Um predestinado.
Fonte: the economist.com

06/06/12

Fonte: guardian.co.uk/

Em leitura

Take Shelter - Jeff Nichols

É sempre interessante acompanhar a carreira de um realizador. Perceber até que ponto estará disposto a arriscar ou, pelo contrário, a optar pela via da repetição eliminando o factor risco. Jeff Nichols evoluiu claramente nesta sua segunda película. É possível encontrar ressonâncias com Shotgun Stories (2007). Nomeadamente em termos de espaço, onde tudo se desenrola num ambiente rural numa cidade dos EUA. A evolução dá-se na abordagem quase exclusiva numa personagem bastante complexa. Se anteriormente tinhamos duas famílias afastadas pelo ódio, agora temos o foco centrado num homem na casa dos trinta anos que começa a duvidar da sua sanidamente mental. Take Shelter é mais um pequeno passo de um realizador que deverá a continuar a ser seguido com atenção.
Curtis é um homem de família que a partir de uma certa altura é confrontado com sonhos perturbadores que acabam por influênciar a sua relação com a realidade social, profissional e amorosa. Existe um perigo iminente de uma grande tempestade que faz que Curtis desenvolva uma obsessão cega para a construção de um espaço que possa proteger a sua família. As pessoas que o rodeiam funcionam como forças de bloqueio para que consiga o seu objectivo. E mesmo colocando a possibilidade de ter entrado num estado de psicose a degenerar para uma esquizofrenia, faz tudo para dar uma resposta a essa tal grande tempestade que mais ninguém parece pressentir. 3/5

05/06/12

Para o Inverno

O vencedor da Palma de Ouro da edição deste ano do Festival de Cannes já tem estreia marcada para o nosso país. Será no dia 29 de Novembro que poderemos assistir ao sucessor de O Laço Branco. De Michael Haneke é esperado sempre o melhor, mas um segundo reconhecimento de Cannes coloca a fasquia ainda mais elevada. 

07/05

03/06/12

Em leitura

Descobri Don DeLillo através de Submundo (1997). Um romance que se passa durante a guerra fria e que nos faz entrar na vida de personagens descrentes em relação ao seu futuro. O autor norte-americano (quase) sempre chamou até si o tema do terrorismo e, como não poderia deixar de ser, escreveu sobre o 11 de Setembro em O Homem em Queda (2007). Ainda antes, em 2003, escreveu Cosmópolis. Mais uma vez a descrença em cima da mesa juntamente com uma visão bastante pessimista do comportamento humano perante a desordem social.

02/06/12

Férias