E nunca mais olharia para o chão perante um homem, subiria de estatuto, da sua versão canina para uma versão humana. Finalmente.
Patrícia Reis
"O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
31/10/09
Desgraça - Steve Jacobs
É sempre um prazer reencontrar John Malkovich que aqui interpreta o papel de um professor universitário. Vive sozinho porque assume que não foi tallhado para o casamento. Depois de uma aventura com uma aluna é acusado de assédio e reolve pedir a demissão. Vai ter então passar uma temporada com a sua filha que vive numa espécie de aldeia na África do Sul. Um caseiro e um grupo de cães são a sua companhia. Um dia em que este está ausente é atacada e violada por um grupo de três jovens. O seu pai nada pode fazer e esta inabilidade faz-lhe crescer um sentimento de hostilidade perante o tipo de vida quase selvagem em que vive a sua filha.25/10/09
24/10/09
O Delator - Steven Soderbergh
Matt Damon interpreta o papel de um técnico bioquímico (Mike Whitacre) que ocupa a posição de vice -presidente numa empresa do sector alimentar. A empresa vive um período complicado em termos do volume de produção que não atinge as metas definidas. Tudo se deve a um vírus que contamina o produto final. A partir daqui Mark Whitacre revela que tem sido contactado por um desconhecido que lhe propõe denunciar o espião responsável pelo vírus. A empresa resolve levar o caso para o FBI e o telefone de Mark fica sobescuta. Inexplicávelmente Mark resolve contar ao FBI as práticas ilegais de concertação de preço que existe no sector de negócio que está inserido. Uma nova etapa da sua vida é iniciada. Passa a fazer papel duplo e divide as suas tarefas profissionais com a tarefa de informador do FBI.
Não sou leitor da Playboy. Não por uma questão de teor púdico. E muito menos para transmitir diferença perante os outros. Apenas e só porque não faz sentido ver se não podemos ter. E perante essa debilidade prática ver só acumula um estado de ansiedade e tristeza que serve apenas para interferir negativamente no equilíbrio psíquico. A publicação de Novembro traz na capa Marge Simpson. Creio que é um acto de humor muito bem conseguido pela Playboy. Por ser inesperado e por ser objecto de várias leituras.22/10/09
21/10/09
19/10/09
15/10/09
Isto de começar uma nova etapa profissional faz-me andar entre o ansioso e o nervoso. A via mais fácil será o acomodamento num lugar qualquer. Mas a ideia de evolução é mais forte. Em 5 anos este será o quarto passo. Na mesma área e sempre numa perspectiva clara de evolução. Gostava agora de assentar um pouco. Acima de tudo pela estabilidade. Agora continuarei assim ansioso e nervoso. (Vou ter saudades de me cruzar com o teu verde e apreciar a tua discrição. E hoje quando te vi senti que era a última vez).
12/10/09
11/10/09
09/10/09
- "Olha vais ao jantar não vais? Lá por saires não significa que deixes de ir ao jantar". E assim o recuperar da memória do nosso encontro onde eu parecia uma múmia rendida aos encantos de um ser tão cheio de vida. Alguém tão confiante que aproveitou uma montra para verificar se o cabelo estava em condições. E reparei em todos os teus pormenores. Como não poderia deixar de ir ao jantar? Como poderia abdicar de uma oportunidade em estar novamente contigo? Diz-me, como? Consegues explicar?
E digo, e repito que nunca volto atrás. Mas a imaginação é um dos mais poderosos alicerces da nossa estrutura psíquica. E só assim voltei atrás. E dei por mim a tentar convencer a minha colega que afinal deviamos ir ao jantar. É importante o factor socialização. Apenas e só poque me perguntaste em jeito de afirmação se eu ia ao jantar.
E quando me perguntaste se eu ia ao jantar porque tinha que ir. E eu que já tinha decidido que não ia, voltei atrás e disse que sim. Apenas porque me perguntaste quase em jeito de afirmação. E eu que não volto atrás voltei. Talvez para sentir o teu perfume e o teu sorriso. Apenas isso. Apenas para te sentir.
O mais influente
Segundo os leitores do site askmen.com, a personagem principal de Mad Men é o homem mais influente do mundo. E falamos numa lista que incluia Barack Obama. Isto porque reflecte a figura de um homem tradicional. Com sucesso na vida profissional e pessoal, mas sempre infeliz. Daí o seu refúgio no álcool, no tabaco e nos braços de outras mulheres. Se votasse também lhe daria a vitória. Aliás, sinto uma enorme vontade de usar brilhantina no cabelo. Um à parte. Mad Man é a única série digna desse nome a passar em Portugal. Nunca será um caso de sucesso. Razão? Aprofunda demasiado os sentimentos das personagens. O mau estar, a dúvida, os anseios são temas que não puxam audiências.
08/10/09
07/10/09
É digamos a banda sonora para o documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones. O alinhamento é composto por clássicos mas também por canções pouco revisitadas ao vivo. Ficam ainda os convidados como Jack White ou Buddy Guy. Scorsese quis homenagear os Stones num concerto intimista para convidados, e não só, como a família Clinton. Um álbum carregado de energia.06/10/09
05/10/09
Em leitura
Tenho a ideia que esta capa vai enganar aqueles leitores fãs daquilo que está na moda. Por outras palavras, muitas almas comprarão este livro com a ideia de terem pela frente mais uma obra centrada na especulação sobre o Vaticano, Sociedades Secretas e afins. Pois, terão uma desilusão quando perceberem que nas suas mãos está a obra-prima do escritor chileno Roberto Bolaño. O tema central é o homem e o seu lugar. Um assunto não vendável. O único aspecto cativante em termos comerciais é a capa. Uma estratégia de marketing que vai induzir o consumidor em erro.Pânico em Hollywood - Barry Levinson
Uma análise da relação sempre complicada entre produtor e a indústria cinematográfica de Hollywood. Equilibrar os interesses do realizador e dos investidores do filme é tarefa árdua. E que o diga Ben (Robert De Niro) que procura gerir não só as manias dos realizadores e dos actores, bem como preencher as expectativas esperadas da rentabilidade financeira. Ainda para mais o seu divórcio ainda não chegou ao fim. E a terapia é bem mais longa do que esperado. Tudo junto faz com que viva numa realidade bastante atribulada.
Ao ler este livro fiquei com a ideia de que a origem de uma crise como a de 1929 tem muitas semelhanças como a que rebentou o ano passado. Não estou habilitado a discutir questões técnicas como alavancagens ou acções em aberto. Mas uma das origens que parece repetível, independentemente da década ou do século, é a ganância. A ideia errada de ganhar dinheiro fácil sem recorrer ao factor poupança. Considerado demoroso e com taxas de juro pouco atractivas. E quanto mais se ganha maior é a propensão de querer ganhar mais. Uma das lições que podemos tirar com o nosso caso BPN é agir de uma forma mais racional e menos emotiva. Se um banco oferece taxas de juros muito assimétricas àquelas oferecidas pelo mercado porque não questionar a estrutura negocial desse banco?
Portugal poderá muito brevemente ser obrigado, via UE, a aplicar um imposto sobre as emissões de dióxido carbono. Uma medida colocada em prática desde da década de noventa pelo países nórdicos. Geralmente mais avançados do que os restantes. A reacção a esta medida, num país com impostos a mais (segundo algumas cabeças), dependerá da forma como for colocada a questão. Não será mais um imposto como os outros. Mas sim um imposto "moral" já que se trata de tentar minimizar os estragos feitos pelo homem. Mais do que gerar receita fiscal é fazer com que as gerações futuras não vivam num mundo armadilhado pelos seus antepassados. Como sempre na senda de "cada geração sonha a seguinte".
01/10/09
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