"O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
11/12/05
Normalidade
A China está cada vez mais preparada para assumir a posição de potência hegemónica na cena internacional. A avaliar pela notícia publicada na edição de hoje no Público percebemos que já respeita a liberdade de expressão.
China admite disparos sobre manifestantes
Na primeira declaração oficial sobre os incidentes na povoação piscatória de Dongzhou, perto de Hong Kong, as autoridades chinesas admitiram ontem que a polícia disparou sobre os manifestantes, mas justificou o facto alegando que mais de 170 habitantes "incitados por uns quantos instigadores" tinham atacado a polícia.A agência noticiosa chinesa Xinhua diz que os manifestante usaram facas e paus, dinamite e explosivos caseiros contra a polícia.O incidente ocorreu na terça-feira, e os residentes de Dongzhou falam em cerca de 20 mortos. A localidade continuava ontem cercada pelas forças de segurança chinesas, que impediam entradas e saídas do local e patrulhavam a povoação, onde reinava ainda a tensão, queixaram-se por telefone às agências alguns residentes. Além disso, os habitantes relataram que autoridades estão a oferecer dinheiro em troca dos corpos dos mortos às famílias que ainda os têm. Enquanto isso, a polícia tem recusado as reclamações das famílias de vítimas cujos cadáveres estão em posse das autoridades. Há ainda muitas pessoas desaparecidas, relataram. A polícia antimotim disparou contra os manifestantes na terça-feira, num protesto pela expropriação de terras no local para a construção de uma central eléctrica. As expropriações e a expansão de zonas urbanas têm sido causas para protestos na China que se estão a tornar mais frequentes. Esta terá sido a primeira vez que as forças de segurança chinesas dispararam sobre manifestantes desde o massacre de Tiananmen, em 1989.
Origem: Público 11/12/2005
China admite disparos sobre manifestantes
Na primeira declaração oficial sobre os incidentes na povoação piscatória de Dongzhou, perto de Hong Kong, as autoridades chinesas admitiram ontem que a polícia disparou sobre os manifestantes, mas justificou o facto alegando que mais de 170 habitantes "incitados por uns quantos instigadores" tinham atacado a polícia.A agência noticiosa chinesa Xinhua diz que os manifestante usaram facas e paus, dinamite e explosivos caseiros contra a polícia.O incidente ocorreu na terça-feira, e os residentes de Dongzhou falam em cerca de 20 mortos. A localidade continuava ontem cercada pelas forças de segurança chinesas, que impediam entradas e saídas do local e patrulhavam a povoação, onde reinava ainda a tensão, queixaram-se por telefone às agências alguns residentes. Além disso, os habitantes relataram que autoridades estão a oferecer dinheiro em troca dos corpos dos mortos às famílias que ainda os têm. Enquanto isso, a polícia tem recusado as reclamações das famílias de vítimas cujos cadáveres estão em posse das autoridades. Há ainda muitas pessoas desaparecidas, relataram. A polícia antimotim disparou contra os manifestantes na terça-feira, num protesto pela expropriação de terras no local para a construção de uma central eléctrica. As expropriações e a expansão de zonas urbanas têm sido causas para protestos na China que se estão a tornar mais frequentes. Esta terá sido a primeira vez que as forças de segurança chinesas dispararam sobre manifestantes desde o massacre de Tiananmen, em 1989.
Origem: Público 11/12/2005
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