25/03/11

Fonte: the economist

E agora?

Alguém me perguntou se não me fazia subir às paredes ver mais dois portugueses na restrita lista dos homens mais ricos do mundo. Não, não faz já que "dinheiro faz dinheiro", como diz o velho ditado. O que me perturba é ver pessoas a viverem acima das suas reais possibilidades. E serão estas as mais visadas pela crise. E parece-me que são estas que ainda não perceberam que o problema é estrutural e não político. Uma mera mudança de cor do poder vai ter impacto zero nas medidas de austeridade que terão que ser sustentadas a médio e longo prazo para produzirem os efeitos desejados. As crises por vezes servem para mudar mentalidades. E seria positivo uma mudança no nosso país.