Tenho a ideia que esta capa vai enganar aqueles leitores fãs daquilo que está na moda. Por outras palavras, muitas almas comprarão este livro com a ideia de terem pela frente mais uma obra centrada na especulação sobre o Vaticano, Sociedades Secretas e afins. Pois, terão uma desilusão quando perceberem que nas suas mãos está a obra-prima do escritor chileno Roberto Bolaño. O tema central é o homem e o seu lugar. Um assunto não vendável. O único aspecto cativante em termos comerciais é a capa. Uma estratégia de marketing que vai induzir o consumidor em erro."O carácter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é aquilo que nós pensamos do carácter de alguém e a árvore é a coisa mesmo, the real thing".
05/10/09
Em leitura
Tenho a ideia que esta capa vai enganar aqueles leitores fãs daquilo que está na moda. Por outras palavras, muitas almas comprarão este livro com a ideia de terem pela frente mais uma obra centrada na especulação sobre o Vaticano, Sociedades Secretas e afins. Pois, terão uma desilusão quando perceberem que nas suas mãos está a obra-prima do escritor chileno Roberto Bolaño. O tema central é o homem e o seu lugar. Um assunto não vendável. O único aspecto cativante em termos comerciais é a capa. Uma estratégia de marketing que vai induzir o consumidor em erro.Pânico em Hollywood - Barry Levinson
Uma análise da relação sempre complicada entre produtor e a indústria cinematográfica de Hollywood. Equilibrar os interesses do realizador e dos investidores do filme é tarefa árdua. E que o diga Ben (Robert De Niro) que procura gerir não só as manias dos realizadores e dos actores, bem como preencher as expectativas esperadas da rentabilidade financeira. Ainda para mais o seu divórcio ainda não chegou ao fim. E a terapia é bem mais longa do que esperado. Tudo junto faz com que viva numa realidade bastante atribulada.
Ao ler este livro fiquei com a ideia de que a origem de uma crise como a de 1929 tem muitas semelhanças como a que rebentou o ano passado. Não estou habilitado a discutir questões técnicas como alavancagens ou acções em aberto. Mas uma das origens que parece repetível, independentemente da década ou do século, é a ganância. A ideia errada de ganhar dinheiro fácil sem recorrer ao factor poupança. Considerado demoroso e com taxas de juro pouco atractivas. E quanto mais se ganha maior é a propensão de querer ganhar mais. Uma das lições que podemos tirar com o nosso caso BPN é agir de uma forma mais racional e menos emotiva. Se um banco oferece taxas de juros muito assimétricas àquelas oferecidas pelo mercado porque não questionar a estrutura negocial desse banco?
Portugal poderá muito brevemente ser obrigado, via UE, a aplicar um imposto sobre as emissões de dióxido carbono. Uma medida colocada em prática desde da década de noventa pelo países nórdicos. Geralmente mais avançados do que os restantes. A reacção a esta medida, num país com impostos a mais (segundo algumas cabeças), dependerá da forma como for colocada a questão. Não será mais um imposto como os outros. Mas sim um imposto "moral" já que se trata de tentar minimizar os estragos feitos pelo homem. Mais do que gerar receita fiscal é fazer com que as gerações futuras não vivam num mundo armadilhado pelos seus antepassados. Como sempre na senda de "cada geração sonha a seguinte".
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