
Norah Jones é das poucas artistas da cena mainstream que não anda ao sabor do mercado. Existe uma personalidade bem vincada num som que permanece imutável. Em Not Too Late não temos um disco com pretensão de estar na linha da frente. A frieza das máquinas que sublinha a vertente hedonista da vida é inexistente no mundo da artista. A primazia nos seus trabalhos é dada à voz e aos textos. O videoclip de apresentação deste terceiro trabalho mostra uma Norah Jones igualmente discreta. Mais uma vez está presente uma personalidade capaz de não ceder à tentação de um videoclip que engolisse a canção. Apanágio das artistas que surgem a mostrar o umbigo e a abanar as ancas. Tudo suportado por uma realidade plástica sem substância alguma.
Not Too Late segue as pisadas dos seus antecessores. Parece uns furos acima de Feels Like Home. No sentido de ser mais consistente. Não creio que fique a dever muito ao disco de estreia. Este último trazia o efeito surpresa. Uma característica irrepetível numa carreira artística. Mas Norah Jones tem talento. E quando assim é,mesmo sem surpreender, consegue encantar com qualidade e honestidade. Sem realidades plásticas.
Not Too Late segue as pisadas dos seus antecessores. Parece uns furos acima de Feels Like Home. No sentido de ser mais consistente. Não creio que fique a dever muito ao disco de estreia. Este último trazia o efeito surpresa. Uma característica irrepetível numa carreira artística. Mas Norah Jones tem talento. E quando assim é,mesmo sem surpreender, consegue encantar com qualidade e honestidade. Sem realidades plásticas.