30/11/09

Em escuta


29/11/09

Nesta primeira década musical escolho os White Stripes como a banda que mais me surprendeu. Lembro-me na altura um colega afirmar que eram moda. Esse colega até tinha uma banda. Creio que já ninguém se lembra. Mas do duo formado por Jack White e Meg White muito há para recordar e esperar. O que mais me fascina é a forma como constroem músicas fortes apenas com recurso a dois elementos e com pouca ou nenhuma tecnologia. A isso chamo talento. Os seus trabalhos são marcados pela consistência. Os singles não ofuscam os outros temas. Se o rock é simplicidade, os White Stripes encarnam na perfeição esse postulado. Sim, surpreenderam-me.
Fonte: guardian.co.uk

Moon - Duncan Jones

Não é de todo compreensível que Moon tenha tido uma aceitação tão desprezível pelas salas de cinema em Portugal. Se não me engano apenas no Saldanha é que o podemos encontrar. Em todo o caso deconheço os critérios de distribuição dos filmes no nosso país. Adiante. Moon vem rotulado como obra-prima. O que parece exagero, é certo. Em todo o caso é um filme quase obrigatório para todos aqueles que estão saturados das mega-produções. Em que abordar o tema da ficção científica envolve obrigatoriamente um orçamento avultado. Errado. Duncan Jone prova que é um conceito sem fundamento. Com poucos recursos financeiros é-nos oferecida uma obra muito cativante. O ponto central é Sam que assinou um contrato de 3 anos numa base lunar. Todos os dias pensa no seu regresso à terra. Quando já só faltam 15 dias a ânsia toma conta de si. Rever a sua mulher e a sua filha é o seu principal objectivo. Mas um pequeno acidente fá-lo descobrir a sua real situação enquanto "humano".

28/11/09

A vida é uma pedra de amolar; desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.

George Bernard Shaw

Em escuta



Fonte: Time
Esta fotografia de Beyoncé revela a mulher no seu estado mais vulgar. O objectivo é ser notícia pela imagem já que a força da sua música não é suficiente para catapultar o seu nome para a história da cultura musical. Beyoncé será sempre ligada à cultura do piroso e barato.
O noticiário da SIC, com base numa fonte qualquer, deu ontem como quase morto Tiger Woods. Um gravíssimo acidente perto de sua casa tinha deixado o golfista em estado muito grave. Na internet a direcção era mais ou menos a mesma. Woods estava a um passo das portas do céu. Mas uma leitura mais atenta revelava uma contradição. O embate tinha sido a menos de 50 Km hora, pois os airbags não tinham funcionado. Passado umas horas já estava tudo bem. O muito grave era afinal umas feridas faciais. Credibilidade é um termo há muito ignorado pelos media. A SIC agiu por arrastamento. Nem sequer teve a preocupação de aguardar para perceber o que realmente estava a acontecer.

26/11/09

A importância do serviço ao cliente

Fonte: Times
Tudo indicava que seria uma trilogia. Diga-se que o terceiro já não encantou. E não querendo fazer falsas previsões, o próximo já deverá causar indiferença. A não ser que exista algum truque na manga. Veremos.

24/11/09

Em escuta

21/11/09

Em escuta

As mudanças são sempre necessárias para garantir a sobrevivência de um artista. Norah Jones procurou claramente dar um rumo diferente ao seu som. O piano, talvez a principal imagem de marca, ficou quase esquecido. Surgem guitarras que trabalham em prol do mundo da artista. Não é uma mudança sonora no sentido mais lato do termo. Parece ser mais um acrescento para introduzir alguma surpresa e frescura num som já demasiado experimentado. The Fall será a companhia principal dos próximos tempos.
Fonte: Time

19/11/09

A mentira do futebol não é capaz de demover os seus apoiantes. Muito se falará sobre o sucedido. Muitos artigos surgirão, bem como longas entrevistas. No final fica a ideia que os países grandes têm mais argumentos que os pequenos. Nem que seja nos bastidores.

16/11/09

Os Massive Attack deram por concluídas as gravações do sucessor de 100TH Window (2003). Foram realmente muitos anos de espera de uma banda que sempre soube surpreender os seus ouvintes com grandes álbuns. O próximo, esperamos nós que mantenha a tradição, chama-se Hell-Ego City e vai ser promovido por uma longa digressão em que Portugal foi contemplado. Para este novo trabalho temos, entre outros, nomes Damon Albarn e Horace Andy. Este último uma presença já habitual.

Fonte: DD

15/11/09


E aqui está um dos cartazes de apresentação do novo filme de Tim Burton que chegará a Portugal em 2010. A julgar pelas imagens parece que o remake deste clássico assenta na perfeição no mundo do realizador. Uma das estreias mais aguardadas para o novo ano que se avizinha.
Fonte: ecranlarge.com

13/11/09

Fotografia: Time

12/11/09

Para 25/01/10

Não interessa que tenham caído num processo de repetição. Existe uma coisa chamada identidade. Não interessa que não estejam na moda. A moda é efémera. Interessa dizer que os Tindersticks vão regressar em Janeiro com um novo trabalho. Isso é que interessa.

Fonte: DD
O mais irritante no processo de adaptação num novo trabalho são os erros algo imbecis que cometemos. E daí decorre a preocupação de ficarmos como que "marcados". Guterres dizia que a primeira impressão é tudo. É esta frase que me causa calafrios. Frederico ser sinónimo de desconfiança quando executa as suas funções. Mas por outro lado são esses erros imbecis que nos fazem crescer e nos dão confiança. Pois tal a sua imbecilidade que não voltaremos a cometer ( e no outro dia sonhei contigo. Despedia-me de ti e desse teu verde que sempre me fascinou. Como gostaria de ter dito que tive um enorme prazer em olhar para ti durante quase dois anos).
E este é para mim o melhor álbum da década. The Flaming Lips no seu melhor. Comprei o álbum por influência da crítica. Devo dizer que foi essa mesma crítica que me deu a conhecer grandes trabalhos. Não por pressão psicológica mas antes por uma compatibilidade de gosto. Bom gosto, diga-se. Yoshima Battles The Pink Robots (2002) é rock na sua vertente mais progressista. Muita classe nos arranjos e na composição. É para a história. Dúvidas? Ouçam In The Morning of the Magicians.

07/11/09

Todos os anos me queixo do mesmo. Ou seja: a quadra natalícia. Para não cair na repitação decidi não apresentar queixa para estes dois meses frenéticos ao nível do comportamento humano.

Os Irmãos Bloom - Rian Johnson

A história de dois irmãos que desde de muito novos perceberam que iriam ganhar a vida através da vigarice. Mas a partir de uma certa altura a saturação provocada por uma actividade exígivel ao nível da interpretação de papéis, faz com que decidam realizar o último golpe. O alvo é uma jovem rica que passa os seus dias numa mansão a coleccionar hobbies. O ser ar ingénuo acaba por enganar os dois irmãos que com o passar do tempo percebem que a vigarice planeada está a ser adulterada pela bela jovem.
Os Irmãos Bloom consegue ser algo mais do que uma obra de entretenimento. Apesar das caras bonitas, regra número um para agradar à cena mainstream, a história acaba por ser coerente e não cai na habitual armadilha de piadas fáceis e relações de plástico. Existe em cada personagem um passado que vai originar certas condutas. O efeito caricatura não marca aqui presença.
Numa estratégia de marketing já habitual em pré-lançamentos de novos trabalhos, é possível durante os próximos dias escutar o novo álbum de Norah Jones. Para isso basta ir ao site www.npr.org.

A criança disse que não queria crescer, que queria voltar para dentro da barriga da sua mãe com a playstation por companhia. [...]Ter um filho é ter o coração fora do corpo.

Patrícia Reis in DE (07/11/09)

06/11/09


05/11/09

Afinal a ideia de construir um álbum dedicado a cada estado norte-americano era uma piada. Foi o próprio que o admitiu a uma revista musical que aponta Illinoise como o melhor álbum da década. Sufjan Stevens revela um lado humorístico desconhecido até então.

Fonte: DD

01/11/09

Fonte: guardian.co.uk