30/04/10

Crê em todo o teu ser; só assim terás atingido o máximo da dúvida.

Agostinho da Silva
A capa do novo álbum dos Unkle Where Did The Night Fall é minimalista mas carregada de simbolismo. Ficando a sua interpretação ao sabor da imaginação de cada um.

29/04/10

E que tal uma noite descansadinha?

28/04/10

Em escuta


24/04/10


Filmes da década (2)

2007 deu 2 pérolas que ficarão na história do cinema. Uma delas tem como intérprete Brad Pitt. Que aqui surge como actor de primeiro plano. O Assassino de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford, é prodigioso pelo excelente papel dos actores que conseguem ir de encontro à voz do narrador. Somos capazes de sentir os estados de melancolia e de ansiedade de Jesse James. A inveja e a admiração são outros dos sentimentos que experimentamos através de Robert Ford. Apesar de ter por detrás uma grande distribuidora, é um filme com traços de independente. Não apontado às bilheteiras.

23/04/10

Uma verdade

Há pessoas tão aborrecidas que nos fazem perder um dia inteiro em cinco minutos.

Jules Renard

22/04/10



No novo álbum dos Mão Morta sente-se um certo esgotar de ideias. Não surpreende como os anteriores. Primavera dos Destroços e Nus mostravam uma banda com vontade de ser criativa. Em Pesadelos em Peluche sentimos um certo despachar ou obrigação de fazer sair um álbum. Não que seja um mau trabalho, longe disso entenda-se. Mas não surpreende, pronto!
A electrónica dos The Knife é do mais sedutor e elegante que se tem ouvido nos últimos tempos. Não se deve julgar uma banda por um só álbum. E confesso ter dúvidas se a sua curta discografia contempla outra pérola como Silent Shout (2006). Mas gostam do desafio e a provar está a sua homenagem a Darwin através de um ópera. Sairam da sua zona de conforto e exploraram um campo completamente desconhecido.

18/04/10


17/04/10

As Ervas Daninhas - Alain Resnais

Depois de Corações (2007) nada melhor do que recrutar os mesmos actores e seguir o mesmo trilho narrativo. Desfaz a surpresa mas ganha na consistência. Prova que o filme anterior não nasceu do acaso. Existe uma ideia do cinema, daquilo que deve ser abordado. Desta vez temos um homem já na casa dos sessenta, ou muito próximo, que está desgastado emocionalmente com uma vida sem preenchimento e com um casamento de 30 anos às costas que parece moribundo. Mais uma vez o vazio do ser humano surge como tema nuclear. E é este vazio que provoca um estado de irritação e de ansiedade sem fim. Um dia encontra uma carteira que pertence a uma mulher que o faz novamente vibrar e a partir daí entra numa aventura ao belo estilo francês.
Sendo-se estúpido, normalmente é-se feliz. Não se sendo estúpido, o processo de ser feliz é um processo auto-pedagógico e algo filosófico: tem de se aprender a desejar cada vez menos para se conseguir ser feliz.

Mário Assis Ferreira in DE (17/04/10)

Thirst - Park Chan-wook

O cinema asiático resolveu explorar a temática dos vampiros. E fê-lo com destreza. A perspectiva do realizador Sul - Coreano não foge muito àquela corrente tradicional do cinema ocidental. Escapa apenas na ausência de fibra comercial. Não há caras bonitas e o dramatismo é q.b. para conferir um elemento de diferenciação. E resulta bem. Não se aproxima do excelente Deixa-me Entrar mas foge ao rídiculo daquilo que tem sido ultimamente apresentado no cinemas. Carinhas perfeitas, eles com gel e olhos claros, elas louras e crentes no amor eterno.
Tudo começa com um padre que um dia resolve ser submetido a uma experiência que acaba com a sua morte. Na segunda vida surge como vampiro. Não tem carácter de assassino e alimenta-se de um doente em coma. Até que é corrompido por uma jovem que sendo infeliz no casamento, posição de submissa perante o marido e família, vê no ex-padre uma fuga para sair da sua vida miserável. Com a crescente densidade da relação resolve despachar o seu companheiro e restruturar a sua realidade amorosa.





11/04/10

Filmes da década (1)

Extrair 10 filmes que nos impressionaram nesta última década é tarefa árdua. Acima de tudo pelo factor memória. Antes de partir para a construção dessa lista é aconselhável dar uma vista de olhos ao que se fez ao longo dos últimos dez anos. Só assim evitaremos injustiças.
Donnie Darko de Richard Kelly surpreendeu-me pela desordem psiquíca da personagem principal que desmascara um espaço social em que as aparências maquilham uma realidade que vive de regras perfeitas.

08/04/10

Age: 260years

Fonte: Guardian.co.uk
Tiger Woods em acção no master de Augusta. O regresso que colocou fim a uma pausa originada por um escândalo patético que interferiu na sua carreira de desportista.
Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira.

Rosseau

05/04/10

1992-2010


Estimada Janeca,
Creio que a tua partida foi precipitada pelo factor saudade. Desde que a Kika morreu que nunca mais foste a mesma. Os teus problemas de saúde foram agravados pela ausência da tua amiga. Ficarei saudoso da tua figura frágil e inocente. Nunca te comportaste como um gato. Vivias num mundo à parte. A recordação mais forte que guardarei de ti será sempre o teu instinto não violento. Sempre foste submissa. Mas feliz, espero. Gostaria que a esta hora estivesses na companhia da Kika. Um adeus sentido do teu dono que esteve longe de ser o melhor do mundo para ti.

04/04/10

Em escuta


02/04/10

Variation of Sounds

A ideia de cruzar electrónicas com ópera não é nova. Em 1999 os Art of Noise fizeram-no com o seu The Seduction of Claude Debussy. Mas a sua ambição não se extendeu aos palcos com a mesma dimensão dos The Knife. Estes aceitaram um pedido para escreverem uma ópera com base na obra Origem das Espécies de Charles Darwin. E a estreia foi no palco com um forte aplauso do público e da crítica. Só depois é que entraram em estúdio para gravar em registo áudio. O resultado faz com que seja uma das coisas mais interessantes para se ouvir de momento. Pela não previsibilidade do que que vamos encontrar e do cepticismo normal de ver uma banda electrónica a aventurar-se pelo mundo da ópera. Comercialmente é uma cartada falhada. O que prevalece no mercado são as canções e não o conceito de álbum no seu todo. E o registo ao vivo foi e será destinado a um número muito restrito de público. Temos aqui uma banda a assumir um grande desafio e a sair pela porta principal. Afinal a música ainda consegue gerar elementos desafiantes e inteligentes.

Existem pessoas que se consideram possuidoras da verdade humana devido à sua elevada integração social. Pensam que por serem aceites no social podem dar lições aos demais. Ignoram a personalidade própria e vendem a ideia que todos devemos ter mecanismos uniformes. A ilusão do grupo faz-lhes perder a lucidez face àquilo que mais de valioso temos: a individualidade. O mundo não é o Twitter. Felizmente.