11/01/12

01/03

E a data de estreia já foi anunciada. Será no primeiro dia de Março que iremos assistir a uma das maiores promessas cinematográficas de 2012. Mas antes passará pelo Fantasporto em Fevereiro como filme de abertura.

09/01/12



08/01/12


A film needs what the theatre call a "slow curtain". A line of description at the bottom of the last page that sends the camera slowly back or tracking along images for a few seconds, so the audience can catch its breath, gather its thoughts, and leave the cinema with dignity.

Robetr McKee in Story
Eve Arnold

Em escuta



07/01/12

Martha Marcy May Marlene - Sean Durkin

Martha é uma jovem que depois de passar dois anos numa quinta regressa a casa da sua irmã. A sua integração num ambiente familiar não será porém um processo pacífico. Mas antes de conflitualidade com ela própria. A saída da quinta foi afinal apenas em termos físicos já que interiormente é como se lá habitasse ainda. O ambiente desse espaço que a perturba é marcado por uma comunidade que sobrevive através de uma economia rural cuja gestão está a cargo de um líder com traços de tirania. Impõe as suas regras e abusa sexualmente de todas as mulheres dessa comunidade. E é desse o peso que Martha não se consegue livrar. E com o passar do tempo vai exteriorizando esse mal estar através de uma violência verbal que acaba por evoluir para uma violência física. 3/5



Shame, provavelmente o filme mais esperado do ano, é também uma obra sobre a solidão que marca os espaços citadinos. A via do hedonismo seguida pela personagem principal é uma descrença no amor e na possibilidade de viver projectos em comum. Não saberemos se o seu passado é explorado. Mas o seu vício poderá ser o resultado de um conjunto de desgostos amoros. Declarações de amor falhadas onde por vezes se desrespeita o outro sem intenção para tal. E que leva ao término da relação na sua vertente mais soft, leia-se amizade. O desgosto perante uma paixão sem reciprocidade poder ser muito bem o que está por detrás das acções levadas a cabo por Brandon.
Fonte: Time

06/01/12

A nova temporada de ténis está a começar mal. Pelo menos para o lado feminino. Agora é a possibilidade da detentora do título Kim Clijsters não participar no Open da Austrália. Uma baixa de peso, sem dúvida.

Fonte: nytimes.com

02/02

Foi um dos filmes que marcou presença nas listas daquilo que melhor se fez em 2011. The Artist tem lugar em 1927 e aborda o impacto da passagem do filme mudo para o filme falado.

Visitar Margaret Thatcher (1)


Enquanto não chega o filme The Iron Lady, com estreia marcada para 09/02, ficam aqui uns flashes desta figura tão ilustre da política da segunda metade do século XX. Thatcher não se limitou a ser apenas a primeira chefe do governo britânico. Foi também quem ocupou o cargo mais tempo do número 10 de Downing Street.

Fonte: elmundo.es

26/01



Missão Impossível: Operação Fantasma - Brad Bird

O principal propósito deste género de filmes é entreter. E entretenimento é não deixar o espectador ter tempo sequer de bocejar. Brad Bird cumpre com bastante competência esse requisito. As cenas de acção são curtas mas com um grau de intensidade elevada. Os laivos de humor são bem conseguidos surgindo sempre no timing indicado. O único ponto negativo centra-se no passado de duas personagens. Mais uma vez a história balofa de um amor que conheceu a separação imprevista. Para finalizar, o cinema utilizado como montra de produtos da última geração em que as marcas pagam a peso de ouro para alguns minutos de fama. Temos desde a demonstração das potencialidades do IPhone até ao novo BMW eléctrico e as suas linhas arrojadas. 2/5

05/01/12

Onde está a privacidade?

Fonte: Folha S. Paulo

01/01/12



Cinema em 2011

- The Tree of Life, de Terrene Malick
- Despojos de Inverno, de Debra Grank
- Uma Separação, de Asghar Farhadi
- A Toupeira, de Tomas Alfredson
- O Código Base, de Duncan Jones
- Melancolia, de Lars Von Trier
- Road to Nowhere, de Monte Hellma
- True Grit, de Joel Coen
- Nos Idos de Março, de George Clooney
- A Minha Versão do Amor, de Richard J. Lewis

29/12/11

09/02



Bom Ano



28/12/11

Personagem do ano

É em Tree Of Life que encontramos aquela que é para o autor deste blog a personagem do ano: Mrs. O´Brien. E não se trata de um escolha assente num mero critério estético. Embora seja indiscutível que se trata de uma mulher onde a beleza é irradiada por todos os seus poros. Mas o que interessa aqui é a sua relação com o espaço familiar e a sua coabitação com um marido autoritário, uma fonte de poder.
Mrs. O´Brien vive no plano da graça, do amor. E procura incutir esses princípios aos seus filhos. Ela é a mãe que abraça, que verte ternura, que acalma. Não é um livro normativo que apenas despeja regras de conduta. Esse papel cabe ao seu marido. Ela é a mãe que temos o direito de desejar, mas que por vezes escasseia. Dá vontade de perguntar: existiram outras personagens este ano?

Melancolia - Lars Von Trier

Duas personagens ligadas por laços de sangue vivem em realidades diferentes até ao momento em que são confrontadas com um destino comum. Destino esse que nos é apresentado logo na fase inicial do filme. Como se Lars Von Trier quisesse de imediato começar pelo fim do "livro". O importante aqui é analisar o comportamento das suas personagens principais quando o inevitável está prestes a acontecer.
Justine: está a um passo de entrar no equilíbrio emocional proporcionado pelo casamento. Durante a celebração é promovida profissionalmente. Tudo está encaixado. Mas Justine tem uma personalidade encostada ao abismo. As suas transições emocionais são de uma rapidez alucinante. E o seu conflito não é com um exterior que nada lhe diz, mas com o seu interior. É aí que Justine é sugada de maneira a ficar sem motivação para dar o salto para o outro lado e explorar o que há de mais positivo. Claire: irmã de Justine. Casada, com um filho. Procura o equilíbrio familar contando para isso com um marido que está sempre do lado da solução. Claire não ignora Justine, e parece perdoar a forma como esta deita fora as oportunidades que a vida lhes dá.
Out Of Past (1947) - Jacques Tourneur

1931-2011

Foi com pesar que recebi a notícia do falecimento de Cheeta. De carácter extrovertido, e com gosto pela pintura, fica para a história por ter sido parceira de Tarzan. Morreu de insuficiência renal na noite de 24/12. Depois de Paul, o polvo adivinho, o mundo voltou a ficar mais pobre.

A Toupeira - Tomas Alfredson

Depois de ter realizado um dos melhores, senão mesmo o melhor, filme de vampiros da década dos zeros (Deixa-me Entrar - 2008), T. Alfredson mudou de temática e virou-se para a espionagem. É um retrocesso aos ambientes carregados e cerebrais que caracterizaram os filmes deste género antes de se enverdar pelos exercícios de fogo-de-artifício que tanto agradam ao grande público.
Anos setenta, Inglaterra. O clima político gerado pela guerra fria faz das agências de espionagem um instrumento valioso na protecção dos interesses nacionais. Por intermédio de uma fonte não revelada surge a informação de um intruso na alta esfera dos serviços secretos britânicos. E à partida todos são suspeitos. Repare-se no tom acusatório da câmara quando um por um nos mostra os possíveis infiltrados. Abrindo assim um leque bem vasto do alvo a abater. A descoberta fica a cargo de um agente já reformado que com ajuda do passado vai reconstruíndo uma teia de relacionamentos para atingir o seu objectivo.

25/12/11

Em escuta



Filmes como Shame requerem um trabalho de marketing bem cuidado para não passarem ao lado das bilheteiras. O esforço deve ir no sentido de "posicionar a audiência" para uma obra complexa, densa difícil de catalogar. A história centra-se num homem na casa dos trinta viciado em sexo. Em que as mulheres são meros adereços para um fim meramente mecânico. É de hedonismo que se fala e da forma como se lida com a situação. Até agora as criticas têm sido muito positivas. Ainda não tem data marcada para estrear em Portugal. Mas será de visita obrigatória certamente.

24/12/11

19/01/12



Can´t explain
Nor can I contain
Control
You have on my soul

It´s all I do
Is baby dream of you
I'm falling down
When you´re around

The Black Keys in The Only One
Fonte: NRP

Por 2010



E a temporada de ténis feminino está a começar mal. Depois de Venus Williams, temos agora Maria Sharapova a desistir do torneio de Auckland que serve de preparação ao primeiro Grand Slam da época na Australia. A razão passa também por uma lesão. Esperemos que não seja grave e que não comprometa a sua presença em Melbourne.

23/12/11

I wanted love
But not for my self
But for the girl
So she could love herself

The Black Keys in Next Girl

Em recuperação



20/12/11

Bom Natal



19/12/11

No esquecimento

Um exemplo perfeito, repito perfeito, de um trabalho musical onde os arranjos são o principal foco. No fundo, Fin De Siècle (1998) assenta em canções pop revestidas por arranjos orquestrais. E para completar este momento de classe temos a voz charmosa de Neil Hannon e a sua escrita tão variável como sedutora. O único senão aqui é um certo desequilíbrio em alguns temas que parecem não acompanharem o elenco. Contudo não deixamos de estar perante uma verdadeira jóia musical.
E com o corpo do ainda pai morno, o filho de Kim Jong-il decidiu de imediato testar misseis antes que alguém o apelidasse de manso. É assumir a presidência da Coreia do Norte em grande estilo. Podem ficar descansado que nada mudará.

18/12/11



Uma Separação - Asqhar Farhadi

O título é a espinha dorsal do novo e premiado filme de Asqhar Farhadi. Nader e Simin são casados há onze anos e pretendem emigrar rumo a outro país com a sua filha. Mas quando chega a documentação para o efeito eis que Nader muda de ideias devido ao seu pai que sofre de alzheimer. Simin opta pelo extremo e pede-lhe o divórcio que é prontamente recusado. A partir daqui saímos da temática principal e entramos a fundo na vida de Nader. Não há tempo sequer para tomarmos partido de uma das partes. Asqhar vai desmontado a sua personagem masculina e complicando-lhe cada vez mais a vida até ao extremo da sua capacidade emocional. O crack acontece quando ao dar banho ao seu pai se desfaz em lágrimas. A partir daqui entra em cena o seu instinto de sobrevivência.
Onde reside a admiração por esta obra? A maneira como Asqhar consegue colar os sub-enredos que vai desenvolvendo ao longo do filme. Acresentando cada vez mais elementos para dificultar a acção das personagens sem nunca criar confusão ao nível narrativo. E no final esses sub-enredos encaixam na perfeição na tal espinha dorsal. Muito bom, mesmo muito bom.

17/12/11

22/12/11

O último filme de espionagem digno desse nome que assisti foi O Bom Pastor (2007) realizado por Robert De Niro. Que nos narra a história do nascimento da CIA. Aqui o enredo centra-se na infiltração um agente soviético nos serviços secretos britânicos. O filme tem sido bem recebido pela critica e surge em algumas listas dos melhores momentos cinematográficos de 2011.

1941-2011

Sodade sodade

Sodade

Dess nha terra Sao Nicolau
Fonte: Time

É preocupante quando somos confrontados com a falta de cuidado do uso da palavra por parte dos nossos media. Veja-se o termo utilizado para expressar o peso da RTP no consumo dos impostos. Come foi o termo escolhido. Termo utilizado nas conversas de cafés e que é aqui replicado para um jornal com responsabilidade na língua portuguesa. Aplaudi o encerramento do pseudo-jornal 24 Horas, e não quero pensar que ficaram resíduos.

14/12/11



A atribuição de personalidade do ano de 2011 vai para uma abstração. Mais concretamente para um conceito que visa causar ruído no sistema político, económico, social e judicial. Importa questionar qual ou quais os efeitos práticos desse ruído. Terá força suficiente para alterar os rumos dos acontecimentos? Será um contra-poder? Só o tempo dirá qual o motivo desta decisão. Terá sido uma escolha por uma vertente romântica com traços de idealismo? Ou será uma chamada de atenção para uma tendência, ou seja, o protesto como a única arma para equilibrar a balança do poder?

12/12/11

Fonte: Time

11/12/11

12/01/12



I've found a way to make you
I've found a way
A way to make you smile

I read bad poetry
Into your machine
I save your messages
Just to hear your voice.
You always listen carefully
To awkwards rhymes.
You always say your name.
Like I wouldn't know it's you
At your most beautiful.

REM in AT My Most Beautiful

10/12/11

Perttu Saksa

Universal of Helsinki

2010

No esquecimento

O mundo da música está carregado de injustiças no que respeita às memórias de grandes álbuns. Quando se fala de Prodigy temos Fat Of The Land à cabeça. Um tremendo álbum sem dúvida. Que permitiu à banda sair do anonimato e conquistar mercados e outras franjas de audiência. E se os cépticos na altura os rotularam como "banda da moda", é um facto que nos dias de hoje é impossível ficar indiferente a uma sonoridade que cunhou os anos noventa. Mas ignorar Music For The Jilted Generation é uma lacuna enorme. Do cruzamento entre electrónicas e uma cultura mais tribal nasceram pérolas como Voodoo People ou No Good. É um legado que não merece ser colocado de lado.

Próxima Paragem

Já era um namoro antigo. E quando decidi dar o passo eis que começaram as dificuldades em encontrar um exemplar. Mas a procura deu resultado. Sempre gostei de me debruçar sobre o efeito da psicologia comportamental nas nossas decisões do dia-a-dia. E aqui estuda-se o seu impacto na Economia. Uma ciência social sempre alvo de atenção pela sua importância nas nossas vidas. Deixo aqui o esqueleto do livro.

Parte I: Espírito Animal
- A Confiança e os seus multiplicadores
- Justiça
- Corrupção e má-fé
- A ilusão do dinheiro
- Histórias
Parte II: Oito Perguntas e as Respectivas Respostas
- Por que razão as economias entram em depressão?
- Por que razão os banqueiros centrais detêm poder sobre a economia (na medida que o detêm)?
- Por que razão há pessoas que não conseguem arranjar emprego?
- Por que razão há uma solução de compromisso a longo prazo entre a inflação e o desemprego?
- Por que razão poupar a pensar no futuro é tão arbitrário?
- Por que razão os preços financeiros e os investimentos corporativos são tão voláteis?
- Por que razão os mercados imobiliários passam por ciclos?
- Por que razão há pobreza especialmente entre as minorias?

Em expectativa



02/12/11



A peça de teatro Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, em cena no Teatro D. Maria II, é um dos acontecimentos culturais do ano. E a sala cheia atesta o bom gosto que ainda persiste no panorama do consumidor português. Recordo-me do filme, da performance inesquecível de Elizabeth Taylor. E creio que o desafio seria fazer esquecer essa presença. E durante as três horas de peça concentrei-me na actuação de Maria João Luís que interpreta Martha, a mulher insegura e a esposa dominadora. Virgílio Castelo é o seu marido Geroge. Figura que se fixa numa posição de subserviência travando uma batalha interna com a frustração. São três horas de discussão que chega a atingir níveis de adrenalina bem elevados.