12/01/14

Obesidade infantil


Por diversas razões a obesidade infantil é seguramente uma das maiores preocupações das sociedades modernas. Podemos inumerar várias externalidades negativas para a sociedade. Um estado de saúde não saudável de um indivíduo vai ter um peso directo nos custos com o SNS de um país. Tal facto obrigará ao estado a canalizar mais recursos financeiros para o sector da saúde do que, por exemplo, para a educação ou I&D. Não se trata apenas de uma questão física, falamos também de danos do foro psicológico que obrigará o paciente a ser posicionado em várias frentes para conseguir um estado clínico saudável.
Interessa perguntar o que o Estado, enquanto regulador e perseguidor do bem estar da sociedade, pode fazer para minimizar este tema. Existe logo à partida um adversário muito difícil de combater: o marketing associado às empresas de produtos alimentares não saudáveis. Como regular um sector tão poderoso? Como lidar com a promiscuidade entre sector público e privado? Sabendo que muitos políticos que entram nos processos legislativos têm por vezes interesses nessas empresas, é complicado gerar soluções para um cabaz alimentar salutar para o crescimento infantil.
Os media poderão ter aqui um papel auxiliar através de campanhas de sensibilização dirigidas aos pais. Não devemos considerar as famílias como um elemento passivo. A sua intervenção no papel educacional para uma alimentação verde é fundamental. Não se trata de abolir alimentos com um elevado teor de gordura e de colestrol, mas sim relegá-los para o plano do comportamento não padronizado. 

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